O SoftBank Group anunciou a finalização dos termos para a emissão de US$ 3,6 bilhões em títulos internacionais. Este é o primeiro lançamento de títulos em moeda estrangeira desde outubro, direcionado ao pagamento de um financiamento-ponte para investimentos na desenvolvedora de inteligência artificial OpenAI e ao resgate de dívidas anteriores. De acordo com informações do Valor Econômico, o lançamento dos títulos está previsto para 22 de abril.
Os títulos serão divididos em três tranches denominadas em dólares americanos, totalizando US$ 1,5 bilhão, e três em euros, no valor de 1,75 bilhão de euros (aproximadamente US$ 2,06 bilhões). Os cupons variam de 6,375% a 8,5% ao ano, com prazos de três anos e meio a dez anos.
Quais são os planos do SoftBank para os recursos?
O equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões dos recursos arrecadados será destinado ao pagamento de empréstimos-ponte associados aos investimentos na OpenAI. O SoftBank já firmou acordos com instituições financeiras japonesas e americanas para empréstimos de até US$ 40 bilhões.
Esperava-se que esses fundos fossem garantidos até o final de março de 2027, de acordo com as estratégias de ampliação da participação no setor de inteligência artificial.
Por que optar por emissão internacional?
A emissão dos títulos ocorrerá em mercados internacionais, incluindo Europa e Ásia, mas não contemplarão Japão ou Estados Unidos. Segundo o representante do SoftBank, a demanda por investidores é elevada, sendo os cupons apresentados conceitos competitivos frente aos negociados no mercado secundário.
Os títulos foram classificados como BB+ pela S&P Global Ratings nos Estados Unidos. Essa classificação evidencia a estratégia do SoftBank de reforçar sua presença no mercado global, alinhando-se às tendências financeiras predominantes.
Quem lidera o processo de emissão?
O processo de emissão é coordenado por um consórcio global de líder sob a responsabilidade de instituições financeiras proeminentes como Deutsche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan e Mizuho Securities. A escolha dessas instituições visa garantir uma distribuição eficaz e atrativa dos títulos aos investidores focados no mercado internacional.