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Smartphones enfrentam alta de memória e risco de queda de 15% nos embarques

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O mercado global de smartphones teve crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2026, mas já enfrenta uma pressão crescente de custos que pode reduzir a demanda ao longo do ano. Segundo a consultoria Omdia, o avanço foi sustentado, em parte, pelo envio antecipado de estoques aos canais de venda, enquanto os repasses de preços ao consumidor ainda não ocorreram integralmente em todos os mercados. De acordo com informações do Convergência Digital, a expectativa é de deterioração do cenário ao longo de 2026.

A avaliação aponta que o aumento dos custos na cadeia de suprimentos ainda não foi totalmente absorvido pelo mercado. Com isso, fabricantes vêm adotando medidas para sustentar volumes no curto prazo, mas a tendência é que os reajustes ao consumidor provoquem adiamento na troca de aparelhos. A combinação entre custos mais altos e incertezas macroeconômicas deve pesar sobre o desempenho do setor nos próximos meses.

Por que o mercado de smartphones pode piorar em 2026?

A projeção da Omdia é que, depois do crescimento marginal no início do ano, o mercado global de smartphones passe a registrar queda ao longo de 2026. A estimativa mencionada é de retração de cerca de 15% nos embarques, refletindo o impacto acumulado do encarecimento de componentes e da desaceleração da demanda.

O principal foco de pressão está nos itens de memória. Os preços de DRAM e de armazenamento NAND para dispositivos móveis subiram cerca de 90% no primeiro trimestre, com expectativa de alta adicional de 30% no segundo trimestre. Esse movimento eleva o custo de produção dos aparelhos em um momento em que também surgem sinais iniciais de disrupções logísticas e comerciais no fluxo global de suprimentos.

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Como os fabricantes estão reagindo ao aumento de custos?

De acordo com a análise, as empresas têm poucas alternativas além de elevar preços à medida que a pressão de custos aumenta. Além dos reajustes diretos, fabricantes vêm recorrendo a mudanças nas configurações dos aparelhos, redução de promoções e maior controle de preços nos canais de venda para tentar preservar margens.

  • Repasses graduais de preços ao consumidor
  • Portfólios mais enxutos
  • Lançamentos mais seletivos
  • Redução de promoções
  • Maior disciplina de preços nos canais

Esse cenário afeta especialmente marcas com maior presença nos segmentos de entrada e intermediário, onde as margens são mais estreitas e a capacidade de repassar custos tende a ser menor. A leitura da Omdia é que o choque de demanda deve ser mais sentido justamente entre consumidores mais sensíveis a preço.

Quais fabricantes tiveram melhor desempenho no início do ano?

No ranking de fabricantes, a Samsung Electronics retomou a liderança global. Segundo o texto original, o resultado foi impulsionado pela demanda mais resiliente por modelos premium e pelo desempenho da linha Galaxy S26, cujas pré-vendas cresceram mais de 10% em relação à geração anterior, apesar de atrasos na atualização de modelos intermediários.

A Apple também teve desempenho descrito como sólido, com demanda estável pela linha iPhone 17 e manutenção de preços em diversos mercados, mesmo diante de interrupções regionais na oferta. Fora das duas líderes, o ambiente é considerado mais desafiador para fabricantes Android.

Quem está mais vulnerável e quem ganhou espaço?

Entre as empresas mais expostas à pressão simultânea sobre volumes e margens estão fabricantes como Xiaomi e Transsion Holdings, citadas pela análise como particularmente vulneráveis por atuarem com menor margem e capacidade limitada de repassar custos.

Por outro lado, alguns grupos ampliaram participação. A Huawei apresentou forte desempenho no mercado doméstico com apoio de preços competitivos, enquanto a HONOR avançou em sua expansão internacional. Para os analistas da Omdia, o setor entra em uma fase mais complexa ao longo de 2026, com crescimento mais difícil de sustentar diante do encarecimento dos componentes e da reação mais cautelosa dos consumidores.

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