Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, afirmou nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, que não vê possibilidade de integrar como vice uma eventual chapa de Fernando Haddad na disputa pelo governo de São Paulo em 2026. A declaração foi dada após a divulgação de informações sobre pesquisas internas do PT que teriam testado seu nome para a composição. De acordo com informações do DCM, Tebet disse que nunca tratou do tema nem com Haddad nem com o presidente Lula e reiterou que seu plano é disputar o Senado ou ficar fora da eleição.
Ao Metrópoles, segundo o texto reproduzido pela reportagem, Tebet afirmou que não houve conversa prévia sobre a hipótese de compor como vice. A ex-ministra atribuiu a inclusão de seu nome nos testes ao interesse de petistas em montar uma chapa com uma mulher. A manifestação ocorreu no momento em que bastidores da pré-campanha de Haddad apontam surpresa com o desempenho da senadora licenciada em levantamentos qualitativos e internos.
“Nunca conversamos. Eles sabem que sou candidata ao Senado ou a nada”, declarou.
Tebet foi mesmo testada como vice de Haddad?
Segundo a reportagem original, integrantes da campanha de Haddad se surpreenderam com o resultado de uma pesquisa interna realizada na semana passada. Nesse levantamento, Simone Tebet teria apresentado o melhor desempenho entre os nomes avaliados para a vaga de vice, superando inclusive a pecuarista Teka Vendramini, do PDT.
O mesmo teste interno, ainda de acordo com o texto, também colocou Tebet à frente de outros nomes mencionados para a composição, como Márcio França, Marina Silva, Tabata Amaral e Marcelo Barbieri. Como se trata de uma pesquisa interna, os números não foram divulgados.
- Simone Tebet teria sido o nome com melhor desempenho entre os testados;
- Os percentuais exatos do levantamento não foram informados;
- O teste incluiu outros nomes de partidos aliados e de centro-esquerda.
O que a pesquisa indicaria sobre o cenário eleitoral?
A leitura descrita na reportagem é a de que o resultado reforçou, nos bastidores, a percepção de que Tebet mantém densidade eleitoral em São Paulo mesmo fora do centro cotidiano do debate político. Esse diagnóstico foi associado ao desempenho do nome da ex-ministra em outro levantamento citado no texto, desta vez sobre a disputa ao Senado.
O artigo menciona dados do Instituto Paraná Pesquisas feitos entre os dias 11 e 14 de abril com 1.600 eleitores em 80 municípios paulistas. Nos três cenários estimulados apresentados, Simone Tebet aparece em segundo lugar, sempre atrás de Marina Silva e à frente de nomes da direita e do centro.
Quais números foram citados para a disputa ao Senado?
No primeiro cenário, segundo o texto, Marina Silva aparece com 37,8% das intenções de voto, enquanto Simone Tebet registra 32,9%. Na sequência, surgem Guilherme Derrite, com 27,4%, Ricardo Salles, com 19,2%, e Paulinho da Força, com 15,1%.
No segundo cenário, Marina Silva marca 37,7% e Tebet, 32,3%. Guilherme Derrite aparece com 26,8%, Ricardo Salles tem 18,2% e Mário Frias registra 13,4%. Já no terceiro cenário mencionado, Marina alcança 37,4%, Tebet soma 32,6%, Derrite fica com 26,7%, Ricardo Salles tem 18,3% e Coronel Mello Araújo aparece com 18,1%.
Com a declaração desta segunda-feira, Tebet procura afastar especulações sobre uma eventual composição com Haddad e reafirma o posicionamento de que sua prioridade eleitoral, neste momento, é uma candidatura ao Senado. A informação, no entanto, convive com o interesse atribuído a setores do PT em testar alternativas femininas para a chapa ao Palácio dos Bandeirantes.