A startup Series, criada pelos estudantes de Yale Nathaneo Johnson e Sean Hargrow, anunciou uma rodada pre-seed de US$ 5,1 milhões para desenvolver uma rede social com inteligência artificial que opera dentro do iMessage. O aporte foi divulgado em 24 de abril de 2026 e, segundo a empresa, será usado para contratar mais engenheiros e ampliar as capacidades do produto. De acordo com informações do TechCrunch, a rodada teve participação de Iqram Magdon-Ismail, cofundador do Venmo, da Pear VC, do CEO do Reddit, Steve Huffman, e de Edward Tian, fundador da GPTZero.
A empresa foi fundada no começo do ano passado por Johnson, atual CEO, e Hargrow, ambos ainda alunos do último ano da universidade. A proposta da Series, segundo Johnson, é funcionar mais como uma plataforma de rede social de nova geração do que como um aplicativo de IA. O serviço opera integralmente pelo iMessage: o usuário envia uma mensagem para um número da Series AI explicando quem é e com quem deseja se conectar, e o sistema responde com sugestões de perfis e pedidos semelhantes.
Como funciona a plataforma da Series no iMessage?
De acordo com a descrição publicada, a Series AI envia ao usuário o que chama de “shares”, um carrossel com 10 imagens que podem ser percorridas na tela. Cada cartão inclui a foto de uma pessoa e o objetivo daquela conexão. A partir daí, o usuário pode iniciar uma conversa privada dentro do chat da Series AI, sem compartilhar seu número pessoal com o outro contato.
Johnson afirmou ao TechCrunch que vê uma mudança tecnológica em curso, da navegação por interfaces tradicionais para interfaces conversacionais, nas quais o usuário conversa com sistemas de IA para encontrar o que procura de maneira mais direta.
“where you’re used to scrolling through libraries and clicking on websites versus conversing with AI or something else to quickly identify what you’re looking for.”
Quem são os fundadores e como a empresa surgiu?
Johnson estuda ciência da computação e economia em Yale, enquanto Hargrow cursa neurociência. Os dois se conheceram no primeiro ano da faculdade, quando trabalhavam em um podcast da Yale Entrepreneurial Society. Segundo Johnson, as entrevistas com fundadores e CEOs ajudaram a dupla a perceber o valor das conexões pessoais qualificadas.
Ao lembrar o início do projeto, Johnson disse que os dois passaram o verão do primeiro ano desenvolvendo um negócio independente do clube estudantil e estruturando uma empresa em torno dessa ideia, com a IA como facilitadora dessas conexões.
“We then proceeded our freshman summer to start a business independent from the club and incorporate a company around that same thesis, using AI as a warm connection facilitator,” Johnson said.
A reportagem informa que a Series passou por várias iterações até chegar ao formato atual. Cerca de um ano após o primeiro protótipo, a empresa definiu um conceito que considerou adequado, começou a captar recursos em março de 2025 e, nesse processo, montou uma equipe de oito pessoas.
Qual é o público-alvo e quais números a empresa apresentou?
A plataforma foi aberta recentemente para além da base inicial de universitários, mas continua voltada principalmente à geração Z e a profissionais. Segundo Johnson, a maioria usa o serviço por razões de negócios, embora também existam usos para relacionamentos amorosos e amizades.
Entre os dados citados pelo CEO, estão a presença de estudantes em mais de 750 campi e uma taxa de retenção de 82% até o 30º dia entre usuários ativados. O texto também menciona a Boardy AI como outra empresa atuando nesse segmento de conexões mediadas por inteligência artificial.
- Rodada pre-seed de US$ 5,1 milhões
- Equipe atual de oito pessoas
- Presença relatada em mais de 750 campi
- Retenção de 82% até o dia 30, segundo a empresa
O que a startup pretende fazer com o novo investimento?
Segundo a reportagem, os novos recursos serão direcionados à contratação de engenheiros e à expansão das funcionalidades do produto. Após a formatura, a empresa pretende seguir baseada na Costa Leste dos Estados Unidos. Atualmente, a equipe já trabalha em um escritório em Chelsea, em Nova York, embora os fundadores façam com frequência o deslocamento a partir de New Haven, onde fica Yale.
Johnson afirmou que a Series construiu uma rede inicial entre instituições da Ivy League e escolas da Costa Leste, além de defender a permanência em Nova York em vez de migrar para o Vale do Silício. A matéria também destaca que nem Johnson nem Hargrow abandonaram a universidade. Segundo o CEO, ele conseguiu conciliar os estudos com a administração da empresa, embora reconheça a dificuldade de equilibrar provas, trabalhos acadêmicos e a liderança da equipe.
Em outro trecho, Johnson relatou que um vídeo de lançamento publicado no LinkedIn ajudou a dar visibilidade ao projeto. Segundo ele, a ideia do trailer surgiu na madrugada anterior à gravação e, dois dias depois da publicação, a empresa conheceu seu primeiro investidor.