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Semana dos Povos Indígenas: Escola de Ananindeua promove exposição de saberes

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A Escola Estadual Deputado Armando Corrêa, localizada em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, realizou na sexta-feira, 17 de abril, o encerramento oficial das atividades da Semana dos Povos Indígenas. O evento consistiu em uma exposição interdisciplinar que mobilizou estudantes do Ensino Fundamental I com o objetivo de valorizar os saberes ancestrais e a presença das populações originárias na formação da sociedade brasileira. A programação foi estruturada para integrar conhecimentos teóricos com vivências práticas, aproximando as crianças da realidade amazônica por meio da educação pública.

De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa foi vinculada à Diretoria Regional de Ensino (DRE) Ananindeua 2. O projeto pedagógico contemplou turmas do primeiro ao quinto ano, permitindo que cada nível de escolaridade explorasse uma temática específica relacionada à identidade indígena. As ações incluíram desde a exibição de recursos audiovisuais até a construção de protótipos e pesquisas linguísticas, culminando na apresentação de resultados para toda a comunidade escolar.

Quais atividades foram desenvolvidas pelos alunos na escola?

A organização da culminância dividiu as frentes de trabalho conforme a faixa etária dos estudantes. O primeiro ano concentrou-se na identificação de alimentos e palavras de origem tupi, reconhecendo a influência direta dessa língua no cotidiano regional. Já o segundo ano desenvolveu maquetes representativas das moradias indígenas, enquanto os alunos do terceiro ano exploraram as diversas formas de artesanato tradicional. O quarto ano aprofundou-se em pesquisas sobre o uso terapêutico de plantas medicinais, uma herança fundamental da medicina tradicional indígena.

Para o encerramento, os alunos do quinto ano elaboraram um dicionário tupi-guarani e realizaram a declamação de um poema autoral. A professora de Artes, Esther Souza, ressaltou que a proposta visou superar visões limitadas sobre esses povos.

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A proposta foi promover uma experiência que superasse estereótipos, mostrando que a cultura dos povos indígenas está viva no nosso cotidiano, especialmente na realidade amazônica. O trabalho foi construído de forma integrada, com a participação de professores regentes e equipe pedagógica.

Como a cultura indígena foi integrada ao currículo escolar?

A abordagem pedagógica adotada pela unidade de ensino não se limitou apenas à teoria em sala de aula, mas perpassou diferentes componentes curriculares. Na disciplina de Educação Física, os estudantes participaram de jogos tradicionais, o que incluiu a prática do arco e flecha. Em Música, o foco recaiu sobre atividades rítmicas e cantos que utilizam vocábulos de etnias nativas. Já em Artes, foram discutidos rituais e a simbologia estética presente na cultura material.

Além das produções dos alunos, a escola organizou uma mesa expositora composta por objetos reais cedidos para a observação dos estudantes, entre eles:

  • Bancos esculpidos em madeira;
  • Cestarias e itens de palha;
  • Cocares e adornos cerimoniais;
  • Bolsas e pulseiras artesanais de diferentes etnias.

Qual o objetivo pedagógico da exposição em Ananindeua?

O diretor da DRE Ananindeua 2, Alan Dias, pontuou que o fortalecimento do processo educacional ocorre quando o aluno consegue enxergar suas próprias raízes culturais no ambiente de ensino. Para a gestão escolar, a atividade serviu como uma homenagem aos povos originários e um mecanismo de ampliação do repertório cultural das crianças, promovendo o respeito à diversidade desde os anos iniciais.

É uma homenagem significativa aos povos originários, que contribui para valorizar sua cultura e suas raízes. Parabenizo a escola, sua direção, equipe técnica e professores. Quem mais ganha com esse processo de ensino e aprendizagem são os nossos alunos.

A ação coletiva reafirmou o compromisso da rede estadual de ensino com as diretrizes educacionais que preveem o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. Ao transformar o espaço escolar em um local de exposição e diálogo, a instituição permitiu que os estudantes deixassem o papel de meros espectadores para se tornarem produtores de conhecimento sobre o patrimônio imaterial da Amazônia.

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