Saúde mental nas escolas: Pará promove formação sobre ECA Digital e bem-estar - Brasileira.News
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Saúde mental nas escolas: Pará promove formação sobre ECA Digital e bem-estar

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) do Pará promoveu, nos dias 22 e 23 de abril, uma série de ações formativas destinadas ao fortalecimento da saúde mental e à compreensão do ECA Digital no ambiente escolar. O evento, organizado pela Assessoria de Convivência Educacional (ACE), buscou capacitar o quadro funcional das escolas públicas estaduais para lidar com os desafios contemporâneos de convivência e segurança. As atividades foram divididas entre transmissões on-line para toda a rede e encontros presenciais realizados no município de Breves, no arquipélago do Marajó.

De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa faz parte do cronograma do Programa Escola Segura, que atua diretamente na prevenção de violências e no combate ao bullying e cyberbullying. A intenção do governo estadual é transformar as unidades de ensino em espaços mais acolhedores e colaborativos, priorizando o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes por meio de suporte psicossocial e pedagógico qualificado.

Quais foram os principais temas abordados na formação em saúde mental?

No Centro de Desenvolvimento da Educação do Pará (CEDEP), em Breves, o treinamento reuniu cerca de 150 participantes, incluindo professores, gestores e coordenadores pedagógicos. O encontro presencial contou com a colaboração de representantes da rede de assistência, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Referência de Assistência Social (Cras). A pauta central foi a qualificação das práticas educacionais diante de quadros de sofrimento emocional.

Os participantes foram instruídos sobre diversos eixos fundamentais para a manutenção da saúde coletiva no ambiente escolar. Entre os pontos principais, destacam-se:

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  • Identificação precoce de sinais de sofrimento emocional nos estudantes;
  • Estratégias de acolhimento e escuta ativa para crianças e adolescentes;
  • Implementação de protocolos formais para o encaminhamento a serviços de saúde;
  • Abordagem técnica sobre comportamentos autolesivos e violências no cotidiano escolar;
  • Desenvolvimento de habilidades socioemocionais no currículo pedagógico.

A parceria com a Fundação Mapfre também foi citada como um reforço nas discussões, trazendo conhecimentos técnicos sobre projetos de impacto social voltados à melhoria da qualidade de vida dos alunos. A ideia é que os profissionais consigam diferenciar situações de conflito comum de problemas que exigem intervenção especializada.

Como o ECA Digital foi discutido durante os webinários da Seduc?

Paralelamente às ações em Marajó, a rede estadual acompanhou um ciclo de webinários sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente adaptado ao contexto digital. Realizado em parceria com o Cefor e transmitido pelo YouTube, o programa focou nos direitos e deveres dos menores de idade na internet, abordando os riscos de exposição e as diretrizes legais para a proteção de dados e integridade moral no ambiente virtual.

Para os profissionais da educação, compreender o ECA Digital é essencial para mediar conflitos que começam fora da sala de aula, mas impactam o rendimento escolar. A diretora da Escola Estadual Gerson Peres, Edjane Celeste, ressaltou a indissociabilidade entre o estado psicológico e o sucesso acadêmico durante as atividades formativas:

Não existe aprendizagem efetiva sem saúde mental. É impossível dissociar as duas. O sofrimento psíquico, o bullying, o cyberbullying, não são apenas problemas sociais, são barreiras invisíveis que impedem nossos alunos de aprenderem e se desenvolverem.

Qual é o papel do Programa Escola Segura no ambiente educacional?

O Programa Escola Segura serve como o guarda-chuva institucional para todas essas ações. Ele visa não apenas a segurança física, mas a construção de uma cultura de paz. A professora Edivana Vieira Praia, que atua no Atendimento Educacional Especializado, destacou que a formação trouxe direcionamentos práticos para lidar com demandas complexas do dia a dia, permitindo um olhar mais humanizado sobre cada estudante.

O palestrante Anderson Rosa reforçou que a escola é um ambiente privilegiado para a promoção da saúde, pois permite o monitoramento constante do desenvolvimento infantojuvenil. Segundo ele, as dinâmicas permitiram aos educadores reorganizar fluxos locais:

A formação proporcionou aos participantes a oportunidade de refletir criticamente sobre suas práticas e de reorganizar fluxos locais de acolhimento, qualificando a resposta das escolas frente a situações desafiadoras.

A Secretaria de Educação reafirmou seu compromisso em manter a continuidade dessas capacitações, entendendo que a educação integral exige que o corpo docente esteja preparado para responder a crises emocionais e digitais de forma eficiente e acolhedora.

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