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Cacauicultura: Laboratório do PCT Guamá apresenta serviços tecnológicos em Belém

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O **Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá** apresenta, durante este final de semana, uma série de serviços e pesquisas tecnológicas voltadas à **cacauicultura** paraense no **Festival Internacional do Chocolate e Cacau**, realizado no Hangar, em **Belém**. De acordo com informações da Agência Pará, as atividades são conduzidas pelo **Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (Cvacba)**, laboratório residente do complexo e vinculado à **Universidade Federal do Pará (UFPA)**. A iniciativa busca aproximar o setor produtivo do ambiente acadêmico, demonstrando como a ciência pode elevar a qualidade do cacau e do chocolate na região.

Qual é o impacto da pesquisa científica para o produtor de cacau?

Segundo **Fábio Moura**, coordenador do Cvacba, a participação no festival é uma ferramenta estratégica para dar visibilidade às atividades laboratoriais e fortalecer a bioeconomia regional. O coordenador ressalta que o evento facilita a conexão entre diversos elos da cadeia produtiva, desde o produtor rural até as indústrias de beneficiamento.

É uma oportunidade estratégica para conectar produtores, empresas, estudantes e pesquisadores, promovendo troca de conhecimento, parcerias e novas oportunidades de desenvolvimento. O festival se consolida como um ambiente importante para difundir tecnologia, valorizar o cacau amazônico e reforçar o papel da pesquisa no avanço da bioeconomia regional.

Durante a exposição, os visitantes podem conhecer de perto as ferramentas utilizadas para avaliações físicas, físico-químicas e sensoriais. O pesquisador Carlos Silva detalha que o estande apresenta a “roda de aromas”, que simula as fragrâncias que as amêndoas adquirem conforme o tipo de manejo aplicado. O público também pode observar o fruto em diferentes estágios, desde o estado in natura até o nibs de cacau.

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Quais tecnologias inovadoras estão sendo demonstradas no evento?

Um dos destaques tecnológicos levados ao festival é o Near Infrared Spectroscopy (NIR). Trata-se de um equipamento portátil utilizado para avaliar a qualidade das amêndoas de maneira célere. A colaboradora de iniciação científica, Thayná Moraes, explica que o laboratório possui uma versão de bancada mais robusta, mas a versão portátil permite demonstrar a precisão da tecnologia ao público. Segundo ela, o Cvacba é o único detentor dessa tecnologia específica na região Norte.

Além das demonstrações técnicas, o laboratório promove a interação direta com o consumidor final através de testes sensoriais. A psicóloga Alannys Viana, que participou de uma degustação guiada, comentou sobre a experiência de entender as nuances do produto:

Muito bom saber como é produzido, e ver como é incrível a mudança de sabor.

A programação científica do centro inclui ainda a palestra intitulada “Cacau 4.0: Ciência e inovação para o futuro da amêndoa amazônica”, que aborda as análises laboratoriais essenciais para garantir que a matéria-prima paraense atenda aos padrões internacionais de qualidade.

Como o laboratório auxilia no controle de qualidade da produção?

O Cvacba atua na prestação de serviços para produtores de diversas localidades do Pará, realizando avaliações que determinam se a matéria-prima é segura para a fabricação de chocolate. O escopo de atuação do laboratório abrange:

  • Controle de qualidade de produtos de origem vegetal;
  • Pesquisas nas áreas de ciência e tecnologia de alimentos;
  • Análises biotecnológicas, químicas e farmacêuticas;
  • Desenvolvimento de insumos para a indústria de cosmetologia.

A **Fundação Guamá**, que administra o PCT, também marca presença no evento para prospectar novas parcerias. **Marcela Cotta**, supervisora de ciência e tecnologia da instituição, afirma que o festival permite apresentar o ecossistema de inovação a empresas e cooperativas que ainda não conhecem a infraestrutura disponível no parque tecnológico.

A presença aqui é importante porque permite a conexão com outras empresas, cooperativas e pesquisadores. Também foi uma oportunidade de apresentar os serviços do parque, divulgar o ecossistema e mostrar como esses atores podem se inserir e colaborar dentro dele.

A participação do laboratório no festival é recorrente desde 2019, englobando mesas-redondas e minicursos. Outra frente de atuação é a colaboração no concurso de melhor chocolate, que em 2026 terá sua etapa final realizada no município de Altamira, durante o mês de junho. O evento no Hangar, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), reúne mais de 170 estandes de diversos segmentos do agronegócio.

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