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SPFC: relatório pede expulsão de ex-diretores por esquema de camarote

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Aerial shot of the iconic Morumbi Stadium in São Paulo, Brazil, bathed in daylight.
Aerial shot of the iconic Morumbi Stadium in São Paulo, Brazil, bathed in daylight. Foto: Caio Cezar — Pexels License (livre para uso)

A Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube apresentou nesta terça-feira (7) um relatório contundente solicitando a expulsão formal dos ex-diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann. O documento aponta evidências concretas sobre um suposto esquema de exploração clandestina e venda ilegal do camarote 3A, localizado no estádio Morumbis (nome comercial do tradicional Estádio Cícero Pompeu de Toledo). A suspeita recai sobre a negociação de acessos para o show da cantora colombiana Shakira, evento previsto na agenda da arena esportiva.

De acordo com informações do portal ge, o dossiê detalhado possui 25 páginas e atesta que a cessão do cobiçado espaço para a diretoria feminina ocorreu sem qualquer formalização de contrato. O texto redigido pelos auditores afirma que tal atitude violou frontalmente o estatuto interno e divergiu do procedimento padrão estabelecido pela instituição para o controle e a liberação das demais áreas VIPs.

Quais foram os métodos utilizados na distribuição dos ingressos?

A dinâmica operacional do esquema é atualmente o foco primário de uma intensa investigação conduzida por uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil. O documento formulado pelo conselho paulista relata que o camarote 3A tem a capacidade máxima predefinida em 42 assentos. No entanto, os registros contábeis mostram que foram repassadas 18 cortesias adicionais à diretoria feminina. Esses bilhetes continham regras claras de uso, sendo terminantemente proibida a comercialização por terceiros.

O monitoramento da equipe de segurança do clube evidenciou a movimentação atípica de um funcionário que, dias antes do evento, assinou o recolhimento das 18 entradas de cortesia em seu nome. Na sequência, o mesmo indivíduo realizou a retirada de 60 pulseiras, registrando a operação diretamente em nome da ex-diretora Mara Casares. O setor responsável ainda constatou que a diretoria já havia recebido outros 50 ingressos pertencentes a variados setores do estádio na mesma semana.

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As pulseiras recolhidas representavam um item vital para o sucesso do suposto esquema financeiro. Como o camarote 3A apresentava pontos cegos e visão consideravelmente reduzida em direção ao palco principal, as faixas de pulso serviam para autorizar os convidados a descerem diretamente para a pista premium, agregando alto valor financeiro às entradas comercializadas clandestinamente.

Como o conflito financeiro expôs as falhas do estádio?

O vazamento detalhado do caso aconteceu primordialmente devido a um conflito direto e insolúvel entre as operadoras Carolina Cassemiro, proprietária da empresa Cassemiro Eventos, e Rita de Cassia Adriana Prado. No dia estipulado para a entrega dos acessos físicos, Adriana alegou não ter recebido o valor financeiro acordado na transação e reteve os bilhetes. A disputa escalou ao ponto de envolver acusações judiciais de furto, uma vez que o cobiçado espaço já havia sido prometido para uma grande empresa corporativa.

A sindicância contratada para atuar dentro do clube levantou um robusto conjunto probatório contra os suspeitos de operar o esquema. Para chegar ao parecer favorável pela expulsão sumária, os auditores utilizaram os seguintes documentos técnicos:

  • Dois relatórios preliminares investigativos abrangendo as esferas interna de compliance e externa;
  • Dois laudos periciais distintos que atestaram a total veracidade e a ausência de cortes em um áudio vazado de 44 minutos de duração;
  • Registros corporativos detalhando os e-mails trocados entre funcionários do clube, intermediários e a tiqueteira Ticketmaster (plataforma oficial de vendas do evento);
  • Todos os protocolos físicos que exigiram assinatura manual para a liberação de bilheteria e credenciais extras.

Qual é a posição oficial da diretoria sobre os envolvidos na fraude?

Além de pedir a expulsão definitiva dos protagonistas do áudio vazado, a investigação sugere a aplicação de penalidades severas, transitando entre suspensão e advertência, aos executivos Eduardo Toni e Márcio Carlomagno, sob a justificativa de omissão administrativa no cargo. O espaço premium, que segundo os preceitos da agremiação deveria ser utilizado estritamente para o relacionamento corporativo e ganhos institucionais, acabou sublocado de forma clandestina e sem o consentimento superior exigido em estatuto.

A organização confirmou por meio de nota que determinou o imediato encerramento da permissão de uso da área VIP após a detecção dos gravíssimos problemas na logística do show musical. Questionada oficialmente sobre a postura tolerada pela administração, a cúpula diretiva reafirmou suas políticas de distribuição gratuita de acessos.

“A presidência do clube é responsável pela distribuição dos ingressos. A diretoria feminina, assim como as demais diretorias, é informada acerca da disponibilidade de ingressos, cabendo a cada uma delas designar um diretor ou funcionário para realizar a retirada junto à secretaria da presidência.”

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