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Rio de Janeiro lidera proporção de mulheres e alta de moradores sozinhos, diz IBGE

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O Rio de Janeiro é o estado com a maior proporção de mulheres do país e também se destaca pelo avanço do número de pessoas que vivem sozinhas, segundo dados da PNAD Contínua, do IBGE, divulgados em reportagem publicada neste sábado, 18 de abril. De acordo com informações do g1, o estado registra 91,4 homens para cada 100 mulheres e tem 23,5% da população morando sozinha, acima da média nacional de 19,7%.

O levantamento mostra ainda que o estado concentra 8,1% da população brasileira, com cerca de 17,2 milhões de habitantes, sendo o terceiro mais populoso do país, apesar de ter o terceiro menor território. Os dados também indicam contrastes entre indicadores demográficos e a oferta de serviços básicos, como abastecimento de água, coleta de lixo e rede de esgoto.

Por que o Rio de Janeiro tem mais mulheres do que homens?

Segundo o IBGE, as mulheres são maioria em quase todas as faixas etárias no estado. As exceções aparecem entre jovens de 20 a 24 anos, grupo em que há 106 homens para cada 100 mulheres, e entre pessoas de 30 a 39 anos, faixa em que há praticamente equilíbrio.

Entre a população com 60 anos ou mais, a diferença se amplia de forma significativa: são 70,3 homens para cada 100 mulheres. O analista do IBGE William Kratochwill relacionou essa diferença ao comportamento demográfico ao longo da vida.

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“Nascem mais homens do que mulheres historicamente. O problema é que, ao longo da vida, os homens morrem muito mais cedo do que as mulheres, seja por falta de cuidado com a saúde, seja por falta de segurança, um ambiente mais violento. Eles se arriscam mais em várias questões da vida, e isso causa essa diferença entre homens e mulheres.”

O que os dados mostram sobre pessoas morando sozinhas?

O estudo também aponta mudança no perfil das moradias no estado. No Rio de Janeiro, 23,5% da população vive sozinha, percentual superior à média brasileira, de 19,7%. O dado sinaliza o crescimento desse tipo de arranjo domiciliar no estado.

Embora a reportagem destaque a tendência, os dados apresentados não detalham, no recorte citado, as razões específicas para esse aumento. Ainda assim, o indicador reforça uma mudança social relevante no perfil dos domicílios fluminenses.

Como está a infraestrutura básica no estado?

Apesar do destaque nos indicadores demográficos, o Rio de Janeiro aparece com desempenho desigual nos serviços essenciais. Na cobertura da rede de abastecimento de água, o estado ocupa a 11ª posição no país, com atendimento a 88,2% da população. Quando o critério é a disponibilidade diária de água, cai para a 19ª posição, com 84,8%.

Na rede de esgoto, o cenário é mais favorável. O estado tem o segundo melhor índice do Brasil, com 91% de cobertura, atrás apenas de São Paulo, que registra 94,5%. Mesmo assim, foi o estado do Sudeste que menos avançou na expansão do serviço nos últimos sete anos, com crescimento de apenas 1%.

Já a coleta de lixo apresentou recuo em relação a 2016. Atualmente, o serviço atende 90,1% da população, índice inferior ao registrado naquele ano.

Quais são os principais números do levantamento?

Os dados reunidos na reportagem traçam um retrato de contrastes do estado, combinando peso demográfico, mudanças sociais e limitações na infraestrutura.

  • 91,4 homens para cada 100 mulheres no Rio de Janeiro
  • 106 homens para cada 100 mulheres entre 20 e 24 anos
  • 70,3 homens para cada 100 mulheres entre pessoas com 60 anos ou mais
  • 23,5% da população vive sozinha no estado
  • 19,7% é a média nacional de pessoas morando sozinhas
  • 17,2 milhões de habitantes vivem no estado
  • 88,2% da população tem cobertura de rede de água
  • 84,8% contam com disponibilidade diária de água
  • 91% da população tem acesso à rede de esgoto
  • 90,1% são atendidos pela coleta de lixo

O panorama apresentado pelo IBGE mostra que o Rio de Janeiro se sobressai em aspectos demográficos, como a maior proporção feminina do país e o percentual elevado de moradores sozinhos, mas ainda enfrenta gargalos importantes na prestação de serviços básicos. O resultado, segundo os dados citados, é um estado marcado por avanços sociais e desafios estruturais ao mesmo tempo.

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