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Revolut prevê IPO nos EUA em cerca de dois anos após avanço regulatório

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A Revolut indicou que pretende realizar seu IPO nos Estados Unidos em aproximadamente dois anos, segundo declaração do CEO Nik Storonsky em entrevista à Bloomberg na segunda-feira. O novo prazo foi divulgado no momento em que a fintech obteve sua licença bancária completa no Reino Unido e apresentou pedido de carta bancária nacional nos EUA, movimentos que reforçam a viabilidade de uma futura abertura de capital. De acordo com informações da The Next Web, a preferência declarada da empresa segue sendo uma listagem no mercado americano.

Na nova sinalização pública, Storonsky reduziu ligeiramente a estimativa anterior. Em dezembro de 2025, em entrevista em língua russa, ele havia dito que a abertura de capital ocorreria “muito provavelmente” entre dois e três anos e que não era prioridade. Agora, ao falar em cerca de dois anos, o cronograma passa a apontar para 2028, mantendo os EUA como destino preferencial para a oferta.

Por que o cronograma do IPO da Revolut ganhou mais credibilidade?

Parte dessa mudança de percepção decorre do avanço regulatório no Reino Unido. Em março de 2026, a empresa recebeu sua licença bancária integral da Prudential Regulation Authority após uma fase de mobilização de 18 meses. Segundo o texto original, o processo foi prolongado por preocupações regulatórias relacionadas aos controles globais de risco da companhia e à conformidade com normas de combate à lavagem de dinheiro.

A licença britânica também amplia a estrutura operacional da fintech no país. Os clientes no Reino Unido passam a contar com proteção do Financial Services Compensation Scheme de até £120,000, além da possibilidade de acesso a produtos de crédito ao consumidor, como empréstimos e cheque especial. Com isso, a Revolut elimina um dos principais pontos que poderiam gerar questionamentos de investidores institucionais sobre sua prontidão para uma oferta pública.

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Qual é o papel dos Estados Unidos nos planos da empresa?

Também em março, a Revolut apresentou pedido de carta bancária nacional ao Office of the Comptroller of the Currency, o OCC, e à Federal Deposit Insurance Corporation, a FDIC. No mesmo contexto, a empresa nomeou Cetin Duransoy, ex-executivo sênior da Visa e ex-CEO da Raisin US, como seu principal executivo nos Estados Unidos.

De acordo com Storonsky, a licença bancária americana é estratégica porque o mercado dos EUA é fortemente baseado em cartões de crédito. Sem autorização bancária, a empresa teria limitações para oferecer produtos de crédito competitivos e para obter receitas de intercâmbio em escala. Na prática, a obtenção dessa licença pode ampliar de forma significativa o portfólio da Revolut para usuários americanos.

Como estão as finanças e a avaliação de mercado da Revolut?

O texto informa que a trajetória financeira da companhia ajuda a sustentar a janela de dois anos mencionada pelo CEO. Em 2024, a Revolut registrou receita de US$ 4 bilhões e lucro antes de impostos de US$ 1,4 bilhão, com altas anuais de 72% e 149%, respectivamente. Para 2026, a administração projetou US$ 9 bilhões em receita e US$ 3,5 bilhões em lucro líquido.

A fintech afirma atender mais de 70 milhões de clientes em mais de 100 países e possuir licenças bancárias em diversas jurisdições, incluindo Lituânia, Reino Unido e México. No caso mexicano, a operação bancária completa foi lançada em janeiro de 2026.

  • Prazo estimado para o IPO: cerca de dois anos
  • Mercado preferencial para listagem: Estados Unidos
  • Receita em 2024: US$ 4 bilhões
  • Lucro antes de impostos em 2024: US$ 1,4 bilhão
  • Projeção para 2026: US$ 9 bilhões em receita e US$ 3,5 bilhões em lucro líquido

Por que uma listagem em Londres perdeu força?

A definição sobre o local da oferta pública se tornou sensível para o mercado financeiro britânico. Storonsky já manifestou repetidamente preferência pelos EUA, citando maior liquidez, múltiplos de valuation mais altos para empresas de tecnologia e a cobrança de 0,5% de stamp duty reserve tax nas negociações de ações no Reino Unido.

Segundo a reportagem, a chanceler Rachel Reeves tentou atrair a listagem para Londres, inaugurou a sede da empresa em Canary Wharf e se reuniu com líderes do setor de fintech. Ainda assim, analistas da City têm considerado improvável uma listagem principal na capital britânica, mesmo após a criação de uma isenção de três anos no imposto de selo para companhias recém-listadas.

Qual valuation a empresa busca para uma futura oferta?

A lógica tradicional de um IPO também é impactada pela avaliação já alcançada pela companhia. Em novembro de 2025, uma venda secundária de ações liderada por Coatue, Greenoaks, Dragoneer e Fidelity, com participação de Andreessen Horowitz, Franklin Templeton, T. Rowe Price e NVentures, avaliou a Revolut em US$ 75 bilhões.

A Bloomberg informou ainda que a empresa avalia uma nova operação secundária no segundo semestre de 2026, o que poderia elevar o valuation para mais de US$ 100 bilhões. Pessoas descritas pela agência como familiarizadas com o pensamento da companhia disseram que a meta para um eventual IPO é de pelo menos US$ 150 bilhões. O pacote de incentivos de Storonsky, modelado com base no acordo de Elon Musk na Tesla, prevê concessões adicionais de ações caso a empresa atinja US$ 200 bilhões em valor de mercado. Atualmente, ele detém aproximadamente 29% da Revolut.

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