Os contratos de renovação das concessões de distribuição de energia elétrica já autorizadas pelo Ministério de Minas e Energia devem ser assinados na primeira semana de maio, em Brasília, possivelmente no dia 6, segundo informações atribuídas a fontes ouvidas pela Agência Infra. A medida envolve concessionárias que já receberam aval do governo federal e ocorre após a aprovação publicada em 6 de abril, com prazo de até 60 dias para formalização dos contratos. De acordo com informações da Megawhat, o processo reúne empresas do setor elétrico que tiveram a renovação convocada pelo governo.
Entre as distribuidoras chamadas para a assinatura estão CPFL Piratininga, EDP São Paulo, Equatorial Maranhão, RGE Sul, Energisa Paraíba, Energisa Mato Grosso do Sul, Equatorial Pará, Light, Neoenergia Coelba, CPFL Paulista, Energisa Mato Grosso, Energisa Sergipe, Neoenergia Cosern e Neoenergia Elektro. Ficaram de fora Enel Rio de Janeiro e Enel Ceará, embora ambas já tenham tido a renovação recomendada pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Quais distribuidoras foram convocadas para assinar os contratos?
Segundo o texto original, o governo aprovou a renovação e convocou, em até 60 dias, 14 concessionárias para a assinatura dos contratos. A formalização deve ocorrer em evento em Brasília, na primeira semana de maio.
- CPFL Piratininga
- EDP São Paulo
- Equatorial Maranhão
- RGE Sul
- Energisa Paraíba
- Energisa Mato Grosso do Sul
- Equatorial Pará
- Light
- Neoenergia Coelba
- CPFL Paulista
- Energisa Mato Grosso
- Energisa Sergipe
- Neoenergia Cosern
- Neoenergia Elektro
O texto também informa que Enel Rio de Janeiro e Enel Ceará não foram incluídas nessa convocação, apesar de já terem recebido recomendação de renovação pela Aneel. O material não detalha, porém, o motivo da ausência das duas concessionárias na lista da assinatura prevista para maio.
Que outros temas do setor de energia aparecem no noticiário do dia?
Além da renovação das distribuidoras, o clipping citado pela Megawhat reúne outros assuntos de interesse do setor. Um deles é a proposta do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, de elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina. Segundo o texto, a proposta será levada à próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética, prevista para 7 de maio.
De acordo com a publicação, Silveira afirmou que os testes para a adoção da mistura E32 já foram aprovados. Questionado sobre impacto para o consumidor, ele sinalizou a possibilidade de gasolina mais barata e disse que o país poderá se tornar autossuficiente no combustível com a elevação da mistura. O material também relata que, segundo o ministro, não há restrições técnicas para os veículos.
Qual é a projeção do ONS para a demanda de energia?
O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou, no boletim do Programa Mensal de Operação para a semana entre 25 de abril e 1º de maio, a perspectiva de aumento da demanda de carga no Sistema Interligado Nacional e em todos os subsistemas ao final de maio. A projeção para o SIN é de alta de 2,7%, chegando a 80.790 MWmed, na comparação entre maio de 2026 e o mesmo período de 2025.
Nos subsistemas, a previsão citada é de avanço de 5,8% no Nordeste, com 13.945 MWmed, e também de 5,8% no Norte, com 8.562 MWmed. No Sul, a estimativa é de 3,2%, com 13.670 MWmed, enquanto no Sudeste/Centro-Oeste a projeção é de 1,1%, com 44.613 MWmed. O boletim ainda aponta previsão de Energia Natural Afluente de 97% da Média de Longo Termo no Sul, 80% no Sudeste/Centro-Oeste, 79% no Norte e 56% no Nordeste.
Que outros movimentos empresariais foram mencionados?
O material também reúne informações sobre a Raízen, que, segundo reportagem citada de O Globo, apresentou proposta alternativa a credores durante negociações para reestruturação de uma dívida de R$ 65 bilhões. Conforme o texto, a companhia informou que negocia captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em novo capital, mas resiste a outras exigências dos credores, como abrir mão do controle do conselho.
Outra informação destacada é a intenção da Sabesp de comprar as ações remanescentes da Emae e transformá-la em subsidiária. Segundo comunicado mencionado no clipping, a Sabesp já detém 98,04% das ações ordinárias da empresa. O texto relembra ainda que a companhia iniciou o processo de aquisição do controle da Emae em outubro do ano passado, em operação que custou R$ 1,13 bilhão.
No panorama mais amplo do setor, a publicação também cita o avanço do biogás no país, com 1.803 usinas cadastradas em 2025, e a pressão sobre a infraestrutura de recarga de veículos eletrificados no Brasil. Esses temas aparecem no mesmo conjunto de notícias, mas o destaque principal do dia recai sobre a etapa final para assinatura dos contratos de renovação das distribuidoras de energia elétrica autorizadas pelo governo.