
Em meio a uma greve geral de 24 horas, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. De acordo com informações da Radioagência Nacional, o projeto ainda precisa ser votado novamente no Senado devido a alterações no texto.
Quais são as principais mudanças da reforma?
A proposta aprovada reduz indenizações em caso de demissão, aumenta a jornada de trabalho para até 12 horas, permite férias fracionadas e limita o direito de greve em setores essenciais. Um item que reduzia o salário dos trabalhadores em 50% em caso de acidentes fora do ambiente de trabalho foi retirado, necessitando nova votação no Senado.
Qual é a reação dos sindicatos e do governo?
Os sindicatos argentinos criticam a reforma, afirmando que ela ameaça proteções trabalhistas históricas. Em contraste, o governo acredita que a reforma estimulará investimentos e aumentará o emprego formal, contando com o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), que vê as mudanças como um meio de reduzir a informalidade e criar empregos.
- Redução de indenizações
- Aumento da jornada de trabalho
- Férias fracionadas
- Limitação do direito de greve
O que esperar do Senado?
O projeto, que já passou por uma comissão no Senado, está pronto para ser discutido e votado em plenário na próxima semana. O presidente Javier Milei conta com maior apoio político no Senado, o que pode facilitar a aprovação final da reforma.