As refinarias de petróleo do Reino Unido enfrentam uma ameaça iminente de extinção, a menos que haja uma mudança urgente na política governamental. De acordo com informações do OilPrice, a associação Fuels Industry UK destacou a necessidade de ações rápidas para proteger as quatro refinarias restantes do país.
Quais são os desafios enfrentados pelas refinarias do Reino Unido?
O Departamento de Segurança Energética e Net Zero do Reino Unido lançou uma chamada para evidências, visando publicar uma estratégia para o setor de petróleo downstream até o outono de 2026. Atualmente, o Reino Unido possui apenas quatro refinarias, após o fechamento de dois locais de processamento no último ano: a refinaria Prax Lindsey em Lincolnshire e a refinaria Grangemouth na Escócia. As refinarias enfrentam desafios como a queda na demanda doméstica, concorrência internacional crescente, infraestrutura envelhecida, altos custos de energia e custos crescentes de emissões de carbono difíceis de mitigar.
Qual é a posição da Fuels Industry UK?
A Fuels Industry UK, que representa empresas responsáveis por mais de 85% da energia de transporte do Reino Unido, considera a chamada para evidências uma “oportunidade vital” para abordar os desafios do setor. A associação alertou que, com apenas quatro refinarias em operação, o Reino Unido está cada vez mais exposto à instabilidade global tanto para combustíveis quanto para outros produtos do setor.
Quais são as recomendações para solucionar o problema?
A associação destacou que as refinarias do Reino Unido pagam até £400 milhões (aproximadamente $540 milhões) anualmente em custos de carbono, enquanto concorrentes internacionais muitas vezes não enfrentam tais preços, o que dá uma vantagem injusta às importações. A Fuels Industry UK recomenda a introdução de um Mecanismo de Ajuste de Carbono nas Fronteiras (CBAM) até janeiro de 2028, para garantir que as importações tenham os mesmos custos de carbono que os combustíveis produzidos no Reino Unido.
“Sem ação política urgente para criar condições equitativas, corremos o risco de exportar empregos e emissões e continuar a desindustrializar em vez de descarbonizar de forma credível”, afirmou Elizabeth de Jong, CEO da Fuels Industry UK.
Fonte original: OilPrice


