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Protestos em São Paulo contra dragagem de rios na Amazônia ganham força

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Indígenas e representantes de grupos sociais realizaram um protesto na noite de sexta-feira, 20 de fevereiro, em frente ao escritório da Cargill na zona sul de São Paulo. O ato foi em apoio aos povos da região do Tapajós, no Pará, que se opõem ao plano de hidrovias do governo federal para escoar produtos pelos rios da Amazônia. De acordo com informações da Folha Ambiente, a mobilização em Santarém (PA) começou em 22 de janeiro.

Por que os manifestantes protestam?

Os manifestantes bloquearam duas vias de acesso ao prédio da empresa na avenida Dr. Chucri Zaidan e pintaram portas com as mãos, simbolizando o sangue indígena derramado por grandes empreendimentos na Amazônia.

“Nossos parentes indígenas estão lá no Pará, há um mês ocupando a Cargill [em Santarém]. E hoje a gente veio aqui na sede, em São Paulo, dizer para os povos do Baixo Tapajós que não estão sozinhos”,

afirmou a ativista Txai Suruí, colunista da Folha e uma das organizadoras do ato.

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Qual é a posição do governo federal?

O governo federal, em nota, afirmou que o decreto não autoriza obras nem privatiza a hidrovia do rio Tapajós, mas trata exclusivamente da realização de estudos técnicos sobre uma possível concessão dos serviços de navegabilidade. A gestão Lula destacou que qualquer decisão futura dependerá do cumprimento das exigências legais, ambientais e sociais, incluindo a consulta livre, prévia e informada às comunidades, conforme a Convenção nº 169 da OIT.

Quais são as demandas dos manifestantes?

O Cita (Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns), que representa 14 povos do Baixo Tapajós, busca a anulação do pregão, a revogação do decreto e a publicação dos atos no Diário Oficial. O projeto de hidrovias já foi alvo de protestos na COP30, onde as ministras Sônia Guajajara e Marina Silva prometeram a consulta prévia com as comunidades, mas a promessa ainda não foi cumprida.

Fonte original: Folha Ambiente



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