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Programa InovAtiva de Impacto 2026 impulsiona bioeconomia e novos negócios no Pará

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Belém sediou na quinta-feira, 16 de abril de 2026, o Workshop InovAtiva de Impacto 2026 – Edição Pará, evento que marcou o lançamento oficial da iniciativa no estado. Realizado no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, localizado no Complexo Porto Futuro, o encontro reuniu gestores públicos, especialistas e empreendedores para debater o fortalecimento do ecossistema de economia de impacto regional. O programa é uma realização conjunta entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com informações da Agência Pará, a coordenação local do projeto está a cargo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). A estratégia estadual foi estruturada em quatro pilares fundamentais para garantir a sustentabilidade e o crescimento dos negócios locais: verticalização e valor agregado, fortalecimento institucional, territórios criativos e integração regional.

Quais são os pilares da estratégia de economia de impacto no Pará?

A estruturação do programa no Pará foca na transformação de ativos da biodiversidade em produtos de alto valor comercial, com atenção especial à Cadeia Produtiva do Açaí. O objetivo é fortalecer a indústria e o comércio local por meio da inovação tecnológica. Além disso, o pilar de fortalecimento institucional busca oferecer segurança jurídica para a ampliação de escala dos negócios, contando com o suporte da Diretoria de Cooperativismo e da Lei nº 9.927/2023.

Outro ponto de destaque são os territórios criativos, exemplificados pelo espaço São José Liberto, que atuam como vitrines para o multiempreendedorismo em setores como joalheria, artesanato e gastronomia. O esforço de integração visa conectar as diversas iniciativas espalhadas pelas regiões do estado, ampliando o impacto socioeconômico das ações de bioeconomia. O Pará foi o primeiro estado da região Norte a integrar o Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto), oficializado em março deste ano.

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“Com o lançamento do InovAtiva de Impacto 2026 – Edição Pará, damos um passo concreto para posicionar o Estado como protagonista na nova economia brasileira. A bioeconomia é estratégica para o nosso desenvolvimento, pois conecta a floresta em pé, a inovação, a geração de renda e a inclusão social”

Afirmou Camille Bemerguy, secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, durante o evento. Ela destacou que a escolha do açaí como prioridade foi intencional, dado que o estado detém liderança global nesse ativo e possui as condições necessárias para transformar essa vocação em oportunidades reais para as comunidades tradicionais e produtores locais.

Como a cadeia produtiva do açaí é integrada ao projeto?

A inclusão da cadeia do açaí no InovAtiva de Impacto visa acelerar a evolução do setor com novos recursos, tecnologias de rastreabilidade e estudos de mercado. Durante a programação, representantes de empresas como 100% Amazônia, Polpa Norte, Liovitta, Horta Terra e Bioilha participaram de debates sobre os desafios operacionais na região amazônica. A meta é elevar a competitividade do fruto paraense, garantindo transparência e agregação de valor desde a colheita até a exportação.

Rodrigo Machado, coordenador de Economia Verde e Impacto do MDIC, ressaltou que o Pará é um pilar econômico e de biodiversidade para o Brasil. Segundo o coordenador, a adesão ao Simpacto reflete a resiliência e a criatividade da região em converter desafios ambientais em soluções de mercado. O programa InovAtiva chega para conectar esses negócios a mentorias especializadas, redes de investimento e novos mercados consumidores.

Quais instituições compõem o comitê gestor do projeto?

Durante o workshop, foi realizada a posse oficial dos membros do Comitê Estadual de Desenvolvimento da Economia de Impacto Socioambiental (Cedisa). O grupo é responsável pela governança das ações e é composto por 12 instituições das esferas pública e privada, incluindo:

  • Secretarias de Estado: Sedeme, Semas e Sefa;
  • Instituições de Ensino e Pesquisa: UFPA, Uepa e Fapespa;
  • Setor Bancário e Fomento: Banco da Amazônia (Basa) e Banpará;
  • Entidades de Classe e Apoio: Sebrae/PA, Fiepa, Faepa e Fecomércio/PA.

O diretor de Indústria, Comércio e Serviços da Sedeme, Eduardo Tuma, reforçou que a formalização deste comitê e a adesão ao sistema nacional fortalecem a capacidade do estado em captar investimentos para projetos sustentáveis. A iniciativa está alinhada ao Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), lançado em 2022, consolidando o Pará como referência na transição para uma economia de baixo carbono e alto impacto social.

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