A produção de petróleo no Oriente Médio pode voltar aos níveis anteriores à guerra em apenas alguns meses, segundo analistas do Goldman Sachs, caso o conflito com o Irã termine e o Estreito de Hormuz seja reaberto. A avaliação foi publicada na quinta-feira, 24 de abril de 2026, em reportagem do site OilPrice. De acordo com informações do OilPrice, a estimativa do banco é que a produção perdida na região tenha alcançado 14,5 milhões de barris por dia neste mês.
Segundo o texto, a maior parte dessa perda não decorre de danos físicos aos campos de petróleo, mas de paralisações preventivas de poços e de gestão de estoques. A análise também ressalta, porém, que a retomada pode levar mais tempo se a guerra se prolongar, já que poços fechados por períodos longos tendem a exigir processos mais complexos para voltar a operar.
O que o Goldman Sachs projeta para a produção de petróleo?
De acordo com os analistas citados na reportagem, os 14,5 milhões de barris diários interrompidos poderiam retornar com relativa rapidez se houver encerramento das hostilidades e retomada da navegação no Estreito de Hormuz. O banco apontou ainda que a capacidade ociosa existente na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos poderia ajudar a acelerar a volta da produção aos patamares anteriores ao conflito.
O volume perdido, conforme o texto, representa 57% da produção total do Oriente Médio antes da guerra. Esse dado dimensiona o impacto regional da interrupção e ajuda a explicar por que o mercado acompanha de perto qualquer sinal sobre cessar-fogo, negociações e reabertura da rota marítima.
Por que a recuperação pode não ser imediata?
A mesma análise do Goldman Sachs faz uma ressalva importante: se a guerra continuar, a recuperação da oferta deve demorar consideravelmente mais. Isso ocorre porque, quanto mais tempo os poços permanecem fechados, mais difícil tende a ser a retomada operacional. O texto afirma que longos períodos de paralisação reduzem as taxas de fluxo e exigem procedimentos mais demorados para restabelecer a produção.
Outro fator citado é a capacidade de armazenamento. Segundo a reportagem, esse espaço caiu cerca de metade, ou 130 milhões de barris, conforme observação atribuída à Reuters no texto original. Essa limitação pode influenciar a velocidade de movimentação e normalização da oferta, mesmo em um cenário de trégua ou término do conflito.
Qual é o contexto geopolítico mencionado na reportagem?
O cenário descrito permanece incerto. Embora o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos tenha sido prorrogado no início da semana, as negociações seguem em impasse e o Estreito de Hormuz continua fechado, segundo o artigo. Por isso, o próprio banco indica cautela ao tratar de uma recuperação rápida, já que essa hipótese depende diretamente de mudanças concretas na situação militar e logística da região.
A reportagem também destaca que a possibilidade de um fim definitivo da guerra ainda parece remota no momento. Assim, a projeção de recuperação em poucos meses está condicionada a dois elementos centrais: o encerramento das hostilidades e a reabertura da principal rota de escoamento da produção regional.
Quais são os principais pontos da análise?
- O Goldman Sachs estima perda de 14,5 milhões de barris por dia no Oriente Médio.
- A maior parte da interrupção seria causada por fechamento preventivo de poços e gestão de estoques.
- A retomada pode ocorrer em poucos meses se a guerra acabar e o Estreito de Hormuz for reaberto.
- Capacidade ociosa na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos pode acelerar a recuperação.
- Se o conflito se prolongar, a volta da produção tende a ser mais lenta.
- A capacidade de armazenamento caiu cerca de 130 milhões de barris, segundo o texto.
Com isso, a análise apresentada indica que a velocidade da recuperação da produção de petróleo no Oriente Médio dependerá menos de reconstrução física imediata e mais da duração do conflito, das condições de navegação no Estreito de Hormuz e da capacidade operacional para religar poços e reorganizar estoques.