
O Departamento do Interior dos Estados Unidos (DOI) anunciou no início de abril de 2026 que a produção de energia no país atingiu níveis recordes ao longo do ano de 2025. O marco foi impulsionado por novos desenvolvimentos e projetos que entraram em operação, com destaque especial para as áreas de águas profundas localizadas no Golfo do México.
De acordo com informações da Rigzone, a produção de petróleo em alto mar totalizou mais de 714 milhões de barris. O órgão federal destacou que este volume representa a maior produção anual já registrada na história, consolidando a posição do país no cenário global. Esse aumento na oferta norte-americana tem impacto direto no mercado brasileiro, pois ajuda a pressionar para baixo a cotação internacional do barril tipo Brent, referência que influencia a política de preços da Petrobras e o custo final dos combustíveis no Brasil.
Como as autoridades americanas avaliam o recorde de produção?
Para o secretário do Interior, Doug Burgum, o resultado é fruto de esforço e planejamento estruturado das empresas envolvidas no processo.
“A liderança energética americana é uma pedra angular da nossa força econômica e segurança nacional”, declarou Burgum em um comunicado oficial. O secretário acrescentou que a marca reflete o trabalho intenso dos profissionais do setor e a robustez dos recursos em alto mar, fatores que ajudam a impulsionar o crescimento econômico e a oferta de energia confiável para a população.
O Bureau of Ocean Energy Management (BOEM), agência vinculada ao DOI, ressaltou o papel crítico do arrendamento de áreas, avaliação de recursos e planejamento de longo prazo para dar suporte a esses números. O diretor interino do BOEM, Matt Giacona, pontuou as estratégias operacionais adotadas no país.
“A força da energia offshore da América é construída com anos de antecedência através de planejamento deliberado, locação e avaliação de recursos”, explicou o executivo.
Quais foram os números detalhados da extração de petróleo?
A fiscalização e o acompanhamento diário das operações são realizados pelo Bureau de Segurança e Aplicação Ambiental (BSEE), que mantém engenheiros e cientistas na supervisão de projetos importantes em águas profundas. Dados oficiais da Administração de Informação de Energia (EIA) comprovam a alta na extração. Entre os meses de janeiro de 1920 e janeiro de 2026, os três meses com as maiores médias diárias de produção em campos nos Estados Unidos ocorreram no segundo semestre do ano passado.
Os registros da EIA indicam os seguintes picos na produção diária de barris no ano de 2025:
- Mês de outubro: média de 13,86 milhões de barris por dia, o maior volume histórico da base de dados;
- Mês de setembro: média de 13,82 milhões de barris diários;
- Mês de agosto: média de 13,81 milhões de barris por dia.
A base de dados também destacou que a produção mensal superou a marca de 13 milhões de barris por dia em 28 ocasiões diferentes ao longo da série histórica. Desse total, 12 delas ocorreram no ano de 2025, seguidas por 11 no ano de 2024 e quatro em 2023, além de um único registro no início de 2026. A média anual de produção nos campos norte-americanos fechou 2025 em 13,58 milhões de barris por dia. Antes desse período, a produção anual só havia ultrapassado 13 milhões em apenas uma ocasião, que foi no ano de 2024, quando atingiu 13,23 milhões.
O que as projeções indicam para o futuro do setor energético?
Em seu relatório de perspectivas de curto prazo, divulgado no mês de março, a EIA projetou que a elevação dos preços do petróleo bruto continua a incentivar o aumento da atividade estrutural no setor de exploração. As estimativas atualizadas do órgão apontam que a produção total, incluindo o condensado de arrendamento, deve manter um ritmo bastante acelerado nos próximos calendários anuais e garantir a rentabilidade.
As previsões governamentais indicam uma média de 13,61 milhões de barris por dia ao longo do ano de 2026. Para o ano de 2027, a expectativa é que o volume suba ainda mais de acordo com as diretrizes do setor, alcançando a marca de 13,83 milhões de barris diários. O documento oficial demonstrou um ligeiro ajuste de alta em relação às projeções feitas no mês de fevereiro, confirmando a tendência de expansão contínua da capacidade energética instalada em solo americano e nas águas territoriais.