A prisão de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, por forças dos Estados Unidos em 3 de janeiro, está causando um impacto significativo na geopolítica global e nas metas climáticas. De acordo com informações do Envolverde, a Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, representando cerca de 17% do total global.
Como a prisão de Maduro afeta o cenário global?
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que o país pode explorar esse potencial, que atualmente representa apenas 1% da produção mundial. Em uma coletiva de imprensa, Trump mencionou 21 vezes a palavra “petróleo” ao discutir a captura de Maduro.
“Queimar integralmente essas reservas poderia consumir até 60% do orçamento de carbono remanescente para manter o aquecimento global em 1,5°C”, destacou Marcelo Leite em sua coluna.
Quais são as implicações para outros países?
Se os EUA avançarem sobre os recursos venezuelanos, outros países, como China, Rússia e membros da OPEP, podem aumentar sua produção. O Brasil, por exemplo, enfrenta a decisão de explorar a megabacia na Margem Equatorial ou preservá-la para proteger a foz do rio Amazonas.
Quais são os riscos para o Acordo de Paris?
Este novo cenário geopolítico pode representar um retrocesso em relação aos compromissos do Acordo de Paris, liberando grandes reservas fósseis no curto prazo. A situação dependerá de decisões coletivas e individuais, como pressão política e apoio à transição energética, para evitar que a geopolítica prejudique a ação climática em 2026.