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Policlínica de Belém humaniza sala de mamografia no SUS

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Close-up of a woman holding a pink ribbon symbolizing breast cancer awareness.
Close-up of a woman holding a pink ribbon symbolizing breast cancer awareness. Foto: Thirdman — Pexels License (livre para uso)

A Policlínica Metropolitana do Pará, localizada em Belém, implementou uma nova estratégia de atendimento humanizado em sua sala de mamografia para incentivar a detecção precoce do câncer de mama. A iniciativa, consolidada em março de 2026, transformou o ambiente clínico por meio de uma identidade visual renovada, com cores suaves, elementos decorativos e mensagens de encorajamento para reduzir a ansiedade das pacientes durante o procedimento.

De acordo com informações da Agência Pará, o projeto busca mitigar o receio que muitas mulheres sentem em relação ao exame. Em 2025, a unidade registrou 4.940 mamografias realizadas, o que representa uma média superior a 400 procedimentos mensais. O novo layout da sala destaca frases como “Mamografia é sua aliada. Não tenha medo, tenha coragem”, visando fortalecer o vínculo de confiança entre a instituição e a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Medidas de humanização do ambiente integram uma diretriz recorrente no SUS para ampliar o acolhimento e favorecer a adesão a exames preventivos, tema relevante para outras unidades públicas do país.

Como a nova ambientação impacta o bem-estar das pacientes?

A percepção das usuárias sobre o ambiente hospitalar é um fator importante para a continuidade do cuidado preventivo. A paciente Márcia Cristina Carvalho Barbosa, de 56 anos, relatou que a mudança estética influenciou diretamente em seu estado emocional no momento do atendimento. Segundo ela, a presença de flores decorativas e tons acolhedores ajudou a dissipar a tensão comum que antecede o diagnóstico por imagem.

Quando eu cheguei, eu estava um pouco ansiosa, até com medo do exame. Mas, ao entrar na sala e ver esse lugar tão bonito e acolhedor, com as flores, as cores e essa mensagem, eu me senti mais tranquila. A frase sobre ter coragem realmente tocou. Isso faz diferença, porque a gente deixa de ver o exame só como algo tenso e passa a se sentir cuidada.

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Para a mastologista Louise Franco, o acolhimento estrutural é uma ferramenta clínica essencial. A médica explica que o desconforto físico e a preocupação com os resultados geram um contexto de estresse que pode ser suavizado por um entorno mais gentil. A humanização do processo é vista como um papel importante da saúde pública para garantir que a mulher não apenas realize o exame, mas se sinta segura durante todo o protocolo.

Qual é a importância da infraestrutura para o diagnóstico precoce?

A modernização da sala faz parte de uma estratégia de gestão que une tecnologia e acolhimento. A Policlínica Metropolitana conta com uma Central Diagnóstica capaz de realizar desde dosagens hormonais até investigações de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A gerente administrativa Gleice Moraes ressalta que o avanço da unidade ocorre tanto na oferta de serviços quanto na qualidade do atendimento oferecido às pacientes.

Além da mamografia, a instituição disponibiliza uma série de outros exames fundamentais para a saúde feminina. A lista inclui procedimentos diagnósticos e laboratoriais para diversas faixas etárias, consolidando a unidade como referência na rede estadual. Em um sistema público de saúde de alcance nacional, melhorias na ambiência e no fluxo de atendimento podem servir de referência para serviços especializados que buscam reduzir barreiras ao rastreamento e ao diagnóstico precoce. Entre os principais serviços oferecidos, destacam-se:

  • Ultrassonografia transvaginal e de mama;
  • Colposcopia e biópsia de colo uterino;
  • Exames laboratoriais de rotina e específicos;
  • Consultas em ginecologia via regulação.

Como as mulheres podem acessar o serviço de mamografia pelo SUS?

O acesso aos exames na Policlínica Metropolitana ocorre de forma organizada via Regulação Estadual. Para obter o atendimento, a paciente deve primeiramente buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada preferencial do SUS, onde o médico realizará a avaliação inicial e a solicitação do procedimento. Posteriormente, o pedido é inserido no Sistema de Regulação (Sisreg), que direciona a paciente para a unidade especializada conforme a disponibilidade de agenda.

A unidade atende mulheres de todas as idades com demandas eletivas e ambulatoriais. Embora o foco seja a saúde ginecológica ampla, a policlínica não oferece atendimento obstétrico, e as gestantes são direcionadas para outras unidades de referência da rede estadual.

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