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Polícia Federal apura rifas ilegais e lavagem com uso de nomes de clubes

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A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, dia 10, em São Paulo contra uma empresa investigada por promover rifas eletrônicas ilegais com uso indevido do nome e da imagem de clubes de futebol. A apuração é conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do GAECO, e também investiga suspeitas de fraudes patrimoniais e lavagem de dinheiro. As diligências ocorreram na capital paulista, em Santo André e em São Caetano do Sul, em endereços residenciais e operacionais ligados aos investigados, com apreensão de equipamentos e documentos para análise.

De acordo com informações do DCM, a operação foi batizada de Estrela Cadente. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, a empresa tinha atuação nacional e organizava campanhas por meio da venda de “cotas” ou “e-books”, com promessa de prêmios em dinheiro e outros bens. A suspeita é de que os sorteios fossem apresentados como rifas para aparentar regularidade, enquanto o uso das marcas de clubes ajudaria a ampliar o alcance das campanhas e a transmitir aparência de legalidade.

Onde ocorreram as buscas da operação?

As buscas foram realizadas em diferentes endereços na capital paulista, em Santo André e em São Caetano do Sul. Em São Paulo, uma das diligências atingiu um escritório na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Nos locais vistoriados, foram apreendidos celulares, computadores, mídias eletrônicas, documentos, contratos e registros financeiros.

Esse material, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, será analisado pelos promotores para aprofundar a investigação. O objetivo é verificar a movimentação financeira ligada às campanhas e identificar como os valores arrecadados circularam entre pessoas e empresas relacionadas ao caso.

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Como, segundo os investigadores, funcionava a estrutura investigada?

O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que as apurações apontaram o uso fragmentado de empresas de tecnologia, marketing e intermediação de pagamentos para receber e movimentar os valores arrecadados. Para os investigadores, essa dinâmica seria incompatível com promoções regulares e pode indicar uma estrutura montada para ocultar a origem e o destino do dinheiro.

Entre os principais pontos citados na investigação, estão:

  • venda de “cotas” ou “e-books” com promessa de prêmios;
  • uso indevido do nome e da imagem de clubes de futebol;
  • atuação nacional da empresa investigada;
  • emprego de diferentes empresas para recebimento e circulação de valores.

Qual empresa foi identificada e quais clubes foram citados?

O Ministério Público não divulgou oficialmente o nome da empresa investigada. Ainda assim, o texto informa que o g1 identificou a plataforma Pix das Estrelas como alvo da apuração. Segundo a publicação mencionada, a companhia foi patrocinadora do Grêmio e firmou, depois rompeu, parceria com o clube gaúcho em 2025.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul também citou campanhas associadas de forma premeditada a clubes de futebol de várias partes do país, incluindo Grêmio e Avaí. No material divulgado, não há detalhamento sobre a extensão do uso dessas marcas nem sobre eventual participação dos clubes no esquema investigado.

O que disseram os responsáveis pela investigação?

Em nota reproduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, o coordenador estadual do GAECO, Rogério Meirelles Caldas, afirmou:

“a operação integra a estratégia do órgão para enfrentar estruturas financeiras usadas com proveito do crime”

Segundo o órgão, o material apreendido deve embasar o rastreamento dos valores arrecadados, a identificação de terceiros eventualmente envolvidos e o pedido de novas medidas judiciais. O Ministério Público também informou que outras fases da operação não estão descartadas.

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