A Petrobras confirmou a decisão final de investimento para o navio-plataforma FPSO do projeto SEAP I, na Bacia Sergipe-Alagoas, e informou que a unidade será construída pela SBM Offshore. O anúncio foi publicado nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, no contexto dos projetos em águas profundas de Sergipe. Segundo a companhia, a plataforma será chamada de P-81, enquanto a unidade do projeto SEAP II, já anunciada anteriormente, receberá o nome de P-87. De acordo com informações do Petronotícias, os dois projetos somam investimentos superiores a R$ 60 bilhões.
A Petrobras informou ainda que a assinatura dos contratos está prevista para maio de 2026, após o cumprimento das etapas de governança e das aprovações junto aos parceiros dos projetos. Juntas, as plataformas P-81 e P-87 terão capacidade instalada para produzir até 240 mil barris de óleo por dia e processar 22 milhões de m³ de gás natural por dia. O início da produção de óleo está previsto para 2030, com exportação de gás a partir de 2031.
O que foi aprovado pela Petrobras em Sergipe-Alagoas?
A decisão final de investimento anunciada pela estatal envolve o FPSO do projeto SEAP I, inserido na Bacia Sergipe-Alagoas. A unidade será construída pela empresa holandesa SBM Offshore. Em dezembro do ano passado, a Petrobras já havia divulgado o investimento no módulo SEAP II, que também será construído pela mesma companhia.
De acordo com o texto original, os dois projetos preveem a produção de mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente. A P-81 ficará ligada ao projeto SEAP I, enquanto a P-87 será destinada ao SEAP II.
Como funciona o modelo de contratação adotado?
O modelo escolhido para as duas plataformas é o BOT, sigla para Build, Operate and Transfer. Nesse formato, a contratada fica responsável pelo projeto, construção, montagem e operação das unidades durante um período inicial definido em contrato. Depois disso, ocorre a transferência para a Petrobras.
“A escolha da modalidade de contratação BOT contribuiu para viabilizar o início da produção em menos tempo. Esse resultado reflete o trabalho conjunto da Petrobras, seus parceiros e o mercado fornecedor visando agregar valor aos projetos e fortalecer a estratégia da companhia”, afirmou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi.
A declaração foi atribuída à diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, ao comentar a adoção desse modelo contratual nos projetos em águas profundas da estatal.
Quais áreas estão incluídas nos projetos SEAP I e SEAP II?
O projeto SEAP I abrange jazidas com óleo leve nos campos de Agulhinha, Agulhinha Oeste e Palombeta, localizados nas concessões BM-SEAL-10 e BM-SEAL-11. Segundo a publicação, a Petrobras é operadora da BM-SEAL-11 com 60% de participação, em parceria com a IBV Brasil Petróleo LTDA, que detém 40%. Na BM-SEAL-10, a estatal possui 100% de participação.
Já o projeto SEAP II reúne jazidas com óleo leve nos campos de Budião, Budião Noroeste e Palombeta. Essas áreas estão localizadas a cerca de 80 km da costa, nas concessões BM-SEAL-4, BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10. A Petrobras opera a BM-SEAL-4 com 75% de participação, em parceria com a ONGC Campos Limitada, que possui 25%. Nas concessões BM-SEAL-4A e BM-SEAL-10, a participação da empresa é integral.
Quais são os principais prazos e números anunciados?
Os dados divulgados pela Petrobras e reproduzidos pelo Petronotícias indicam o seguinte cronograma e capacidade para os projetos:
- assinatura dos contratos prevista para maio de 2026;
- início da produção de óleo previsto para 2030;
- exportação de gás prevista a partir de 2031;
- capacidade conjunta de até 240 mil barris de óleo por dia;
- processamento de 22 milhões de m³ de gás natural por dia;
- investimentos totais superiores a R$ 60 bilhões.
Com a confirmação do investimento para o SEAP I e a referência ao módulo SEAP II, a Petrobras reforça o avanço dos projetos na Bacia Sergipe-Alagoas, mantendo o cronograma informado para contratação, implantação das plataformas e início das operações.