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Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro atinge 42% e empata com Lula no 2º turno

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Um novo levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) assumiu a liderança numérica nas intenções de voto para um eventual segundo turno na disputa pela Presidência da República. O parlamentar atingiu 42%, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) marcou 40%. O cenário atual, de acordo com o instituto, configura um empate técnico por estar dentro da margem de erro estabelecida pelo estudo.

De acordo com informações do Poder360, é a primeira vez que o senador Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto do instituto para as eleições presidenciais. A movimentação acirra ainda mais o cenário de polarização na corrida rumo ao Palácio do Planalto.

Na pesquisa anterior, que havia sido divulgada no mês de março, os dois candidatos apareciam rigorosamente empatados. Naquela ocasião, cada um detinha 41% da preferência do eleitorado nacional. Os dados atuais apontam, portanto, uma leve oscilação positiva de um ponto para o candidato do Partido Liberal (PL) e uma oscilação negativa, também de um ponto, para o candidato petista no período de aproximadamente trinta dias.

O que explica a oscilação nas intenções de voto?

A alteração na liderança numérica do levantamento, ainda que configure um empate técnico, possui raízes na forma como o eleitorado enxerga o posicionamento político dos candidatos. Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a variação nos números pode estar intimamente atrelada à imagem pública do senador em comparação ao histórico do seu próprio grupo político e familiar.

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“O principal movimento no último mês é a leve mudança na percepção sobre o grau de moderação de Flávio em relação à sua família”,

explicou Nunes, conforme relatado pelo Poder360. O diretor da Quaest também destacou que a visão do eleitorado sobre o radicalismo do candidato sofreu alterações recentes. No mês de março, havia uma desvantagem de dez pontos em relação àqueles que consideravam o senador radical, diferença que começou a ser reduzida no atual ciclo eleitoral.

Essa estratégia de buscar uma imagem mais moderada parece estar surtindo efeitos práticos na atração de eleitores que se encontram no centro do espectro político, fundamentais para a definição de um pleito majoritário em segundo turno no Brasil.

Como Lula se sai contra outros eventuais adversários?

O levantamento da Genial/Quaest não se limitou a analisar o confronto direto e polarizado entre o atual chefe do Executivo e o senador fluminense. O instituto de pesquisa também testou o desempenho do presidente contra outros quatro eventuais candidatos em cenários hipotéticos de segundo turno.

Conforme publicado pela CNN Brasil, o petista mantém uma vantagem numérica e percentual confortável contra os demais nomes apresentados aos eleitores, vencendo todas as outras disputas testadas. Veja os resultados exatos aferidos pelo instituto:

  • Contra Romeu Zema: O atual presidente soma 43% das intenções de voto contra 36% do ex-governador do estado de Minas Gerais, filiado ao partido Novo.
  • Contra Ronaldo Caiado: No embate direto com o ex-governador de Goiás, representante do PSD, o petista marca 43%, enquanto o adversário fica com 35%.
  • Contra Renan Santos: Diante do coordenador do Missão, o presidente atinge 44%, contra 24% de Santos.
  • Contra Augusto Cury: Na simulação contra o psiquiatra e escritor, que concorre pelo Avante, Lula tem 44% e Cury registra 23% da preferência.

Qual é o peso dos indecisos e votos brancos?

Além dos votos válidos direcionados especificamente aos candidatos listados, a pesquisa mediu o nível de desinteresse, rejeição ou indefinição do eleitorado neste exato momento do ciclo eleitoral de 2026. No cenário principal testado entre o atual mandatário e o senador do PL, uma parcela ainda significativa do eleitorado brasileiro não escolheu um lado definitivo.

Os dados oficiais divulgados mostram que 16% dos entrevistados declararam abertamente que votariam em branco, anulariam o voto ou simplesmente não compareceriam às urnas no dia do pleito. Somado a esse grupo de rejeição aos dois candidatos, dois por cento dos eleitores se declararam indecisos e afirmaram que não souberam responder em quem votariam caso o segundo turno fosse realizado no dia da entrevista.

Como a pesquisa metodológica foi conduzida?

Para garantir a representatividade estatística e a confiabilidade dos dados apresentados à população, o instituto adotou uma metodologia de coleta de dados presencial em todo o território nacional. O estudo sociológico e político foi integralmente pago e financiado pelo Banco Genial, com um custo total de R$ 465.820,00.

A fim de cumprir com as obrigações da legislação eleitoral vigente no país, o levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código de identificação oficial BR-09285/2026. Os detalhes metodológicos do levantamento incluem os seguintes fatores e prazos cruciais:

  • Período de coleta de dados: As entrevistas com a população foram realizadas de forma estritamente presencial entre os dias nove e 13 de abril de 2026.
  • Tamanho da amostragem: O instituto de pesquisa ouviu, no total, duas mil e quatro pessoas com 16 anos ou mais, espalhadas por diversas regiões e estados do Brasil.
  • Margem de erro estabelecida: O levantamento possui uma margem de erro estimada em dois pontos percentuais, que podem variar para mais ou para menos no resultado final.
  • Nível de confiança: O intervalo de confiança da pesquisa é de 95%, o que significa a alta probabilidade de os resultados retratarem a realidade do atual momento eleitoral.

Fontes consultadas

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