João Campos lidera a disputa pelo governo de Pernambuco com 50% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra aparece com 38%, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 16 de abril de 2026. O levantamento foi feito com 1.022 eleitores com 16 anos ou mais, entre 13 e 15 de abril, no estado, para medir o cenário eleitoral de 2026. De acordo com informações do Poder360, a diferença entre os dois principais nomes é de 12 pontos percentuais.
Além de Campos e Lyra, a pesquisa testou os nomes dos deputados estaduais Eduardo Moura, com 3%, e Ivan Moraes, com 2%. Os votos em branco ou nulo somam 6% no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Como ficou o cenário estimulado da pesquisa?
No principal cenário apresentado pelo instituto, João Campos, do PSB, registra 50% das intenções de voto. Raquel Lyra, do PSD, tem 38%. Eduardo Moura, do Novo, aparece com 3%, e Ivan Moraes, do Psol, com 2%.
- João Campos (PSB): 50%
- Raquel Lyra (PSD): 38%
- Eduardo Moura (Novo): 3%
- Ivan Moraes (Psol): 2%
- Branco ou nulo: 6%
O Datafolha informou ainda que o levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-04713/2026 e foi encomendada pela Rede Nordeste de Comunicação.
O que mostra a simulação de segundo turno?
Em um eventual segundo turno entre João Campos e Raquel Lyra, o ex-prefeito do Recife aparece com 52% das intenções de voto, ante 42% da governadora. O resultado indica vantagem de dez pontos percentuais para Campos nesse cenário testado pelo instituto.
No levantamento anterior, realizado em fevereiro, os números eram semelhantes. Naquele momento, Campos tinha 47% e Lyra, 35% no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, o placar era de 53% a 40%.
Como foi o cenário espontâneo e a rejeição?
No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Raquel Lyra aparece com 28% das intenções de voto, enquanto João Campos marca 26%. Outros nomes foram citados de forma residual, e 36% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
O texto original informa também que a taxa de rejeição de João Campos é de 25%. Não foram apresentados, no material reproduzido, outros índices de rejeição dos demais candidatos.
Qual é o contexto político da disputa em Pernambuco?
João Campos renunciou à Prefeitura do Recife em 2 de abril. Segundo o texto, ele articulou aliança com o senador Humberto Costa, do PT, que tentará a reeleição, e com a ex-deputada Marília Arraes, do PDT, também lançada para o Senado. Campos preside o PSB e defende a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.
Raquel Lyra, por sua vez, recebeu apoio do União Brasil em sua tentativa de reeleição. O acordo, de acordo com a publicação, foi firmado em Brasília com lideranças partidárias, entre elas Gilberto Kassab e Miguel Coelho. A governadora também deve ter o deputado federal Túlio Gadêlha na segunda vaga de sua chapa ao Senado.
O texto menciona ainda que o senador Flávio Bolsonaro anunciou a pré-candidatura de Anderson Ferreira ao Senado por Pernambuco. Ao mesmo tempo, Lyra e Campos disputam o apoio político do presidente Lula no estado, em um cenário de alianças cruzadas e negociações para 2026.
Segundo a reportagem, Lyra afirmou que apoiará a reeleição presidencial caso Lula permaneça neutro na disputa pelo governo estadual. Já o PSB pressiona para que o presidente atue exclusivamente em favor de João Campos. A disputa pelo palanque presidencial, conforme o material, expõe a complexidade das composições políticas em Pernambuco.