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Paraíba inicia jornada de prevenção contra a violência à mulher nas escolas estaduais

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A Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEE-PB) iniciou nesta quinta-feira (23), em Campina Grande, a jornada formativa “Educação sem Barreiras”, focada na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher. O evento, realizado por meio da Gerência Executiva de Formação e Desenvolvimento dos Profissionais da Educação, reuniu mais de 290 profissionais de nove Gerências Regionais de Educação (GREs) para articular estratégias de conscientização e proteção no ambiente escolar.

De acordo com informações do Gov Paraíba, a iniciativa ocorre em parceria com o programa Antes que Aconteça, resultando no projeto “Antes que Aconteça nas Escolas”. A proposta busca fortalecer a rede de proteção e promover diálogos diretos com estudantes do Ensino Médio da rede estadual, ampliando as táticas de combate à violência de gênero ao longo de todo o ano letivo de 2025.

Como funciona o programa de prevenção nas escolas?

A formação integra uma trilha educativa que envolve gestores e professores em atividades que vão além da teoria. Durante a abertura, o secretário de Estado da Educação, Erivonaldo Alves, destacou que a escola deve ser o núcleo de uma cultura de respeito e segurança. O gestor reforçou que a união de forças entre o governo estadual, o Poder Legislativo e órgãos de segurança é essencial para a eficácia das políticas públicas de proteção feminina.

“O tema que nos reúne é uma prioridade absoluta para nossa gestão. Nós sabemos que a escola é o coração da nossa sociedade e para que tenhamos uma educação de qualidade, precisamos de um ambiente seguro e de uma cultura de respeito. Discutir a prevenção, o enfrentamento à violência contra a mulher desde as nossas escolas é fortalecer a rede de proteção das estudantes e mulheres”, afirmou Erivonaldo Alves.

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O cronograma do evento incluiu palestras sobre o diagnóstico situacional das escolas para 2025, além de detalhar como o projeto será capilarizado em todas as unidades de ensino. A intenção é que os educadores atuem como multiplicadores, identificando sinais de vulnerabilidade e orientando as jovens sobre seus direitos e canais de denúncia.

Quais são as ferramentas de monitoramento da segurança feminina?

A gerente executiva de Formação, Tatyany Andrade, explicou que a jornada não será uma ação isolada. Para garantir a continuidade do projeto, a secretaria implementará o Índice de Proteção Feminina nas Escolas (IPF), uma ferramenta de monitoramento que acompanhará a evolução das ações preventivas. Além disso, os docentes contarão com material didático específico para abordar a temática em sala de aula.

“Essa temática é muito especial para nós, realmente estamos tentando trabalhar de forma mais efetiva dentro das escolas sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Vamos trabalhar com as escolas da Rede Estadual da Educação, junto com esse projeto, com ações bem mais estruturadas para que possamos realmente chegar a todas as escolas da rede estadual”, detalhou a gerente.

A formação conta ainda com o apoio técnico de especialistas. Rodas de conversa contaram com a participação de representantes da OAB de Campina Grande, como Themys Pordeus, e da delegada Sileide Azevedo, da Delegacia da Mulher local. A idealizadora do programa Antes que Aconteça, senadora Daniella Ribeiro, também ressaltou a urgência do tema para evitar as consequências profundas que a violência doméstica gera na trajetória das mulheres.

Como os projetos locais transformam a realidade das estudantes?

O protagonismo docente foi evidenciado com a apresentação de projetos que já apresentam resultados práticos na rede estadual. Professores de diferentes áreas adaptaram seus currículos para incluir a valorização da mulher e a independência feminina, focando nos seguintes pontos:

  • Independência Financeira e Emocional: Incentivo ao ingresso no ensino superior e carreiras científicas para romper ciclos de dependência.
  • Acolhimento e Escuta: Criação de clubes de apoio dentro do ambiente escolar para estudantes em situação de risco.
  • Educação de Base: Trabalho direto com estudantes do sexo masculino para promover o respeito e a equidade desde cedo.
  • Qualificação Profissional: Oferta de cursos para estudantes e mães da comunidade, visando a autonomia econômica.

Um exemplo de destaque é o projeto “Lab das Garotas”, da professora Caroline Fernandes, que utiliza a Química para atrair estudantes para laboratórios universitários. Outra iniciativa relevante é o “Vozes Femininas”, da professora Martha Trindade, em São José dos Espinharas, que atua diretamente no acolhimento de mães e alunas. A jornada formativa terá continuidade nesta sexta-feira (24), em João Pessoa, contemplando profissionais de outras cinco Gerências Regionais de Educação.

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