Papa Leão 14 afirmou na quarta-feira, 15 de abril de 2026, em Iaundé, capital de Camarões, que a corrupção deve ser combatida e que a paz depende de freios aos “caprichos dos ricos e poderosos”. A declaração foi feita durante discurso diante do presidente Paul Biya, que está no poder desde 1982, no contexto da viagem do pontífice por países africanos e de seu apelo pelo fim do conflito entre forças governamentais e grupos separatistas nas regiões de língua inglesa do país.
De acordo com informações do Poder360, Leão 14 falou a autoridades camaronesas depois de chegar ao país vindo da Argélia. O papa também voltou a defender que a segurança pública seja exercida com respeito aos direitos humanos.
O que o papa disse sobre corrupção e paz?
No discurso, Leão 14 pediu uma revisão de consciência por parte das autoridades e associou a estabilidade institucional ao enfrentamento da corrupção. Segundo o texto original, a fala ocorreu na presença de Biya, do primeiro-ministro Joseph Dion Ngute e de outros líderes do país.
“É hora de examinarmos nossa consciência e darmos um salto ousado em direção ao futuro”
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“Para que a paz e a justiça prevaleçam, as correntes da corrupção –que desfiguram a autoridade e lhe roubam a credibilidade– devem ser quebradas”
“Os corações devem ser libertados da sede idólatra pelo lucro”
Ao relacionar paz, justiça e integridade pública, o pontífice defendeu que o exercício do poder deve estar ligado à escuta da população e à construção de respostas duradouras para os problemas do país.
Como o discurso tratou o governo de Camarões?
Leão 14 falou diretamente sobre a responsabilidade de governar e afirmou que o poder público deve ouvir os cidadãos. O papa também ressaltou que a busca por segurança não pode se sobrepor aos direitos humanos, tema sensível em meio às críticas internacionais sobre a situação no país.
“significa ouvir verdadeiramente os cidadãos, valorizar sua inteligência e sua capacidade de ajudar a construir soluções duradouras para os problemas”
“A segurança é uma prioridade, mas deve sempre ser exercida com respeito aos direitos humanos”
“A paz autêntica surge quando… a lei serve como uma salvaguarda segura contra os caprichos dos ricos e poderosos”
O presidente Paul Biya não comentou as declarações do papa, segundo a publicação. Ainda de acordo com a reportagem, o governo de Camarões nega acusações de corrupção e de violações de direitos humanos.
Qual é o contexto da visita de Leão 14 a Camarões?
A passagem por Camarões integrou uma viagem de dez dias do papa por quatro países africanos. Durante a agenda, ele também pediu o fim do conflito entre forças governamentais e grupos separatistas nas regiões de língua inglesa camaronesas, crise iniciada em 2017 e que, conforme o texto de origem, já matou milhares de pessoas.
A visita ocorreu após críticas feitas ao pontífice pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionadas na reportagem original. No entanto, o foco do discurso em Iaundé foi a situação interna de Camarões, com ênfase em corrupção, direitos humanos e pacificação.
- Local do discurso: Iaundé, capital de Camarões
- Data mencionada: 15 de abril de 2026
- Autoridades presentes: Paul Biya e Joseph Dion Ngute
- Temas centrais: corrupção, direitos humanos e paz
- Contexto adicional: conflito nas regiões anglófonas desde 2017
Ao centrar sua fala nesses pontos, Leão 14 reforçou uma mensagem política e moral dirigida às instituições do país, associando autoridade pública, legalidade e proteção da população como condições para uma paz duradoura.