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Netanyahu afirma que mais da metade das missões contra o Irã já foi cumprida

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the israeli flag is flying on a pole
the israeli flag is flying on a pole Foto: Stanislav Vdovin via Unsplash — Unsplash License (livre para uso)

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou na segunda-feira, 30 de março, que a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã “definitivamente ultrapassou a metade”. A declaração foi dada em meio ao 31º dia do conflito, enquanto novos ataques e mortes eram registrados em diferentes pontos da região, incluindo Teerã, Dubai, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Segundo Netanyahu, a referência era ao avanço das missões militares, e não ao tempo de duração da guerra. De acordo com informações do g1 Mundo, o premiê disse que a campanha teria atingido mais da metade de seus objetivos militares.

Para o Brasil, a escalada no Oriente Médio tem impacto potencial sobre o mercado internacional de petróleo e sobre rotas marítimas estratégicas, o que pode pressionar preços de combustíveis e custos logísticos. O país também acompanha diplomaticamente a crise por meio do Itamaraty, já que o conflito envolve uma das regiões mais sensíveis para o comércio global de energia.

Netanyahu também declarou que a guerra matou “milhares” de integrantes da Guarda Revolucionária do Irã e afirmou que Israel e os EUA estariam perto de encerrar a indústria armamentista iraniana, com destruição de fábricas e do programa nuclear. O texto original, porém, não apresenta evidências independentes que confirmem essas alegações.

O que Netanyahu disse sobre o andamento da guerra?

Ao comentar o estágio da ofensiva, Netanyahu afirmou que a operação já passou da metade, mas depois esclareceu que falava das missões executadas, não de um cronograma. A declaração ocorre em um momento em que crescem as dúvidas sobre a duração do conflito e sobre a possibilidade de uma saída negociada.

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Segundo o Wall Street Journal, citado pela reportagem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria dito a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo se o Estreito de Ormuz continuar em grande parte fechado. A via liga o Golfo Pérsico ao mar aberto e é uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, o que ajuda a explicar por que seu fechamento é acompanhado de perto também no Brasil. Ao ser questionada, a Casa Branca remeteu a declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, de que a via marítima “reabrirá de uma forma ou de outra”.

“Grandes progressos foram feitos, mas, se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente ‘aberto para negócios’, concluiremos nossa adorável ‘estadia’ no Irã”

A frase foi publicada por Trump na rede Truth Social, segundo a reportagem. O presidente americano também voltou a ameaçar atingir usinas de energia, poços de petróleo e possivelmente instalações de dessalinização do Irã caso um acordo não seja alcançado em breve.

Como o Irã respondeu às falas de Estados Unidos e Israel?

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, negou novamente a existência de negociações com autoridades americanas. Ele afirmou que o país não negociou com os Estados Unidos nos 31 dias de guerra e disse que o que houve foi o envio de um pedido de negociação acompanhado de propostas americanas por meio de intermediários, entre eles o Paquistão.

“Nossa posição é muito clara. Enquanto a agressão militar e a invasão americana continuam com toda a intensidade, todos os nossos esforços e recursos estão voltados para a defesa da essência do Irã.”

Na mesma manifestação, Baqaei afirmou que o governo iraniano não esqueceu o que chamou de “traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano”.

Quais ataques e mortes foram relatados nas últimas horas?

As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira, 30 de março, que quatro soldados morreram e dois ficaram feridos. Segundo o comunicado divulgado no Telegram, o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, e o sargento Maxsim Entis, de 22, morreram em combate no sul do Líbano. Um quarto soldado também morreu no mesmo incidente, mas seu nome não havia sido divulgado até a publicação da reportagem.

Já a terça-feira, 31 de março, começou com uma nova onda de ataques israelenses contra Teerã, horas depois de os militares relatarem a identificação de mísseis iranianos em direção a Israel. Explosões também foram ouvidas na capital iraniana durante a madrugada, e a mídia local informou interrupções no fornecimento de energia em partes da cidade. A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que boa parte do serviço já havia sido restabelecida na manhã desta terça-feira.

  • Quatro soldados israelenses morreram, segundo as Forças de Defesa de Israel.
  • Dois militares ficaram feridos e foram levados ao hospital.
  • Novos ataques israelenses atingiram Teerã na madrugada de terça-feira.
  • Explosões e queda de energia foram registradas em áreas da capital iraniana.

O que aconteceu em Dubai e em outros países do Golfo?

A reportagem informa que ataques também foram registrados em Dubai. Segundo as autoridades locais, um navio com dois milhões de barris de petróleo a caminho da China pegou fogo após um ataque de drone iraniano pouco antes das quatro da manhã no horário local. Quatro pessoas ficaram feridas. O incêndio foi controlado algumas horas depois, e os 24 tripulantes estariam em segurança.

O navio citado é o Al-Salmi, construído em 2011 e operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, que não comentou o caso até a publicação do texto original. A empresa TankerTrackers.com afirmou que a embarcação transportava cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano.

Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa afirmou no X que os sons ouvidos na manhã desta terça-feira eram de interceptações de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. O exército do Kuwait também informou que interceptava drones e mísseis sobre seu território. Na Arábia Saudita, seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido, sem registro de feridos.

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