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NBEPar avança em microrreator nuclear, mineração de urânio e irradiação

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A Núcleo Brasil Energia (NBEPar) iniciou o mês de abril de 2026 com um plano de expansão focado em três pilares estratégicos: geração de energia com microrreatores, exploração de minerais críticos e irradiação de alimentos no Brasil. De acordo com informações do Petronotícias, a companhia projeta atrair grandes corporações para o financiamento e a execução de tecnologias inéditas no mercado nacional.

O diretor-presidente da empresa, Ney Zanella, detalhou as frentes de atuação da companhia, destacando a transição de projetos conceituais para a busca ativa de investidores e parcerias com os setores público e privado. A estratégia abrange desde a criação de uma joint venture internacional até conversas preliminares com a Petrobras para a viabilização de reatores compactos de energia.

Como funcionará o desenvolvimento do novo microrreator nuclear?

A área de geração de energia da NBEPar é liderada por meio de uma startup vinculada ao grupo, denominada Terminus Energy. O objetivo central é a criação de um microrreator nuclear compacto e modular com capacidade de cinco megawatts. O projeto promete fornecer uma fonte de energia mais segura, com flexibilidade operacional e custos reduzidos em comparação aos reatores tradicionais.

O investimento inicial para pesquisa e desenvolvimento soma R$ 50 milhões, sendo R$ 30 milhões provenientes da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública federal de fomento à inovação, e R$ 20 milhões do Grupo Diamante, holding à qual a NBEPar pertence. A fase de validação tecnológica deve se estender por cerca de dois anos, com a expectativa de que a primeira unidade comercial seja concluída até o ano de 2033.

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Para avançar na construção do protótipo, orçado em cerca de R$ 500 milhões, a empresa procura investidores na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). “Estamos em diálogo com grandes empresas do setor de mineração e também com a Petrobras — que demonstrou interesse. A ideia é atrair parceiros que sejam potenciais clientes desses microrreatores e que queiram participar do desenvolvimento desde o início”, explicou Zanella.

Qual é o papel da joint venture com o grupo russo Rosatom?

No segmento de mineração, a NBEPar formalizou a criação de uma joint venture batizada de Nadina Minerals. A nova empresa possui sede no Rio de Janeiro e é dividida igualmente entre o grupo brasileiro e a empresa Tenex, pertencente ao conglomerado estatal russo Rosatom. A parceria visa realizar pesquisas geológicas em áreas que serão disponibilizadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

A tecnologia russa trazida para o Brasil tem como foco a extração subterrânea de urânio e minerais estratégicos sem alteração da superfície ou remoção de terra. O processo extrai apenas o líquido denominado licor de urânio a partir de operações localizadas abaixo do lençol freático. A exploração do material exige, por lei, uma parceria com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

A respeito do monopólio estatal sobre o urânio, a iniciativa se baseia na Lei 14.514, que autoriza a participação privada em pesquisas e lavras mediante associação com a INB. A regulamentação desta legislação está sob análise na Secretaria de Assuntos Jurídicos, com a expectativa de que um decreto presidencial defina os modelos societários permitidos em breve, como consórcios ou Sociedades de Propósito Específico (SPE).

Os próximos passos da Nadina Minerals envolvem um cronograma técnico rigoroso de avaliação de solo:

  • Análise de dados públicos fornecidos pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
  • Apresentação de requerimentos junto à Agência Nacional de Mineração (ANM).
  • Realização de medições aéreas para confirmar o potencial de cada área solicitada.
  • Período de três anos para aprofundamento das pesquisas após a liberação do local.

De que forma o projeto de irradiação de alimentos será implantado no país?

O terceiro pilar estratégico da empresa mira o setor de agronegócio e exportação. A NBEPar planeja introduzir a tecnologia de irradiação de alimentos no Brasil, uma técnica que aumenta a durabilidade dos produtos e atende a exigências fitossanitárias internacionais. O modelo de negócios prevê a formação de um consórcio unindo atacadistas, fornecedores de frutas e empresas exportadoras.

As unidades de irradiação deverão ser instaladas nas proximidades de portos de exportação ou em grandes centros consumidores. Para concretizar a iniciativa, a companhia firmou cooperação técnica com a Amazul e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

Neste cenário, a NBEPar atua como fomentadora do projeto, gerenciando a aquisição de equipamentos especializados e conduzindo o processo de licenciamento regulatório junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e demais órgãos fiscalizadores federais.

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