O Museu Oscar Niemeyer (MON) realiza, no dia 16 de abril, às 19h, uma mesa-redonda especial acompanhada do lançamento do catálogo da exposição “A cor e o lirismo de Alberto Massuda – 100 anos”. O evento gratuito ocorre no miniauditório da instituição, em Curitiba, e visa aprofundar a discussão sobre a trajetória do artista egípcio que se tornou figura central nas artes visuais do Paraná durante a segunda metade do século XX.
De acordo com informações da Agência Paraná, o debate contará com a presença de Cadri Massuda, filho do artista, além do colecionador Pedro Goria e do professor e pesquisador José Carlos Cifuentes. A mediação será conduzida por Fernando Bini, curador da mostra, com a participação de Jader Alves, diretor cultural do museu. O encontro será sediado no novo miniauditório, localizado no subsolo, que possui infraestrutura completa e capacidade para acomodar 50 pessoas.
Quem participará do debate sobre a obra de Alberto Massuda?
O evento reúne vozes multidisciplinares para analisar o impacto do centenário do artista. Entre os convidados, destaca-se a perspectiva familiar de Cadri Massuda e o olhar técnico do curador Fernando Bini. A discussão é uma extensão da mostra que permanece em cartaz na Sala sete do museu até o dia 26 de abril, oferecendo ao público uma oportunidade única de compreender os bastidores da criação e a preservação do acervo de um dos nomes mais expressivos da pintura local.
A organização ressalta que a entrada é franca, incentivando a participação de estudantes, pesquisadores e entusiastas das artes. O catálogo que será lançado durante a noite serve como um registro histórico e crítico da exposição, consolidando as obras apresentadas em um suporte físico de alta qualidade para consultas futuras e preservação da memória artística paranaense.
Quais são os destaques da exposição na Sala sete do MON?
A mostra “A cor e o lirismo de Alberto Massuda – 100 anos” apresenta um panorama abrangente da carreira do pintor, reunindo mais de 90 quadros. A expografia foi planejada para guiar o visitante por diferentes períodos cronológicos e estilísticos:
- Produção inicial realizada no Cairo, Egito;
- Primeiros anos de residência no Brasil e adaptação cultural;
- Fase de integração total ao movimento artístico curitibano;
- Obras de maturidade com traços fortes e lirismo marcante.
Os trabalhos expostos evidenciam a versatilidade de Massuda, cujas cores vibrantes e pinceladas carregadas de emoção se tornaram sua assinatura. O percurso curatorial permite observar como o artista, nascido em 1925 e falecido no ano 2000, conseguiu transitar entre a tradição acadêmica e a modernidade, mantendo sempre uma identidade visual autêntica e conectada com as raízes do Paraná, estado que escolheu para viver e produzir.
Qual a relevância de Alberto Massuda para a arte brasileira?
Alberto Massuda iniciou sua formação artística na Escola de Belas Artes e na Faculdade de Pedagogia Artística da Universidade do Cairo. Antes de imigrar, o pintor já possuía reconhecimento internacional, tendo participado da prestigiada Bienal de Veneza em 1952 e conquistado a Medalha de Bronze na Bienal de Alexandria em 1955. Ao chegar em Curitiba, em 1958, ele se tornou uma peça-chave no Movimento de Renovação das Artes Visuais.
Em 1964, ele consolidou sua influência ao integrar o Grupo Um (GUM), ao lado de nomes como Érico da Silva e René Bittencourt. Além de sua produção autoral, Massuda exerceu um papel pedagógico fundamental, atuando como professor na Casa Alfredo Andersen, no Centro de Criatividade de Curitiba e no Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, formando gerações de novos pintores e desenhistas na capital paranaense.
Como o Museu Oscar Niemeyer se consolidou como referência?
O Museu Oscar Niemeyer é uma instituição estatal vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e é considerado o maior museu de arte da América Latina. Com uma área construída que ultrapassa 35 mil metros quadrados, o espaço abriga um acervo impressionante de aproximadamente 14 mil obras. A vocação do MON abrange desde as artes visuais clássicas até arquitetura e design, incluindo coleções significativas de arte asiática e africana.
A realização de eventos como a mesa-redonda sobre Alberto Massuda reforça o compromisso do museu com a educação e a difusão cultural. Ao promover o diálogo entre o público e especialistas, a instituição cumpre sua missão de ser um polo de reflexão e preservação do patrimônio artístico nacional e internacional, mantendo-se como um referencial arquitetônico e cultural de destaque global.