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Museu das Amazônias promove programação sobre saberes tradicionais em Belém

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Pessoas em roda participam de oficina cultural com elementos de artesanato indígena em ambiente de museu.
Foto: Espaço São José Liberto / flickr (by)

O Museu das Amazônias (MAZ) inicia, a partir de 10 de abril de 2026, uma programação especial voltada aos saberes tradicionais no Complexo Porto Futuro, em Belém (PA), consolidando sua presença como importante equipamento cultural na capital paraense. As atividades, que integram o projeto “MAZ em Movimento”, buscam conectar o público com a ancestralidade e o território amazônico por meio de oficinas, música e debates educativos totalmente gratuitos.

De acordo com informações da Agência Pará, as ações ocorrem enquanto o espaço interno do museu passa por montagem de novas exposições. A iniciativa reforça a presença da instituição na capital, ocupando áreas externas para promover experiências inclusivas voltadas a todas as faixas etárias.

Quais são os principais destaques da programação do Museu das Amazônias?

O cronograma de abril é centrado no tema “Saberes Tradicionais”, explorando a diversidade cultural e biológica da região. Entre os eixos principais estão o “MAZ Oficinas”, com práticas de ilustração botânica e arte inspirada na fauna local, e o “MAZ Música”, que no dia 10 de abril será dedicado às sonoridades dos povos originários. Outro ponto alto é o “Vivências MAZ”, que abordará a cozinha ancestral, discutindo a relação entre alimentação e conhecimentos tradicionais.

O MAZ em Movimento de abril convida o público a vivenciar, de forma prática e sensível, os saberes tradicionais da Amazônia. É uma programação que conecta cultura, ciência e ancestralidade, promovendo encontros e experiências que valorizam o conhecimento dos povos da floresta e sua relação com o território.

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A declaração de Gabriele Martins, coordenadora de programação do museu, ressalta o papel educativo da instituição em traduzir conceitos complexos de manejo florestal e cosmologia indígena em atividades acessíveis para o cotidiano urbano.

Como funcionam as oficinas práticas e a acessibilidade do evento?

As oficinas abrangem desde a criação artística com papel até a técnica de grafismo marajoara. Todas as atividades foram planejadas para serem inclusivas, contando com a presença obrigatória de intérpretes de Libras. Essa medida garante que pessoas surdas ou com deficiência auditiva acompanhem integralmente as vivências, reafirmando o compromisso do museu com a democratização do acesso cultural no Pará.

As atividades lúdicas, como o “Circuito Brincante”, utilizam jogos e vivências corporais para ensinar sobre os animais da região e a importância da preservação ambiental. Para o público infantil, essas dinâmicas são essenciais para construir uma consciência ecológica desde os primeiros anos de vida, utilizando narrativas da tradição iorubá e indígena.

Qual é o cronograma de visitas mediadas e oficinas para o mês de abril?

As visitas guiadas pelo Complexo Porto Futuro ocorrem aos domingos, com horários específicos para adultos e crianças. As manhãs são dedicadas a uma perspectiva histórica e social, enquanto as tardes oferecem o “Roteirinho”, focado em um percurso adaptado para o público infantil. Confira a lista detalhada de atividades:

  • 11 de abril: Oficinas “Cores da floresta” (10h) e “Circuito Brincante – Ciranda dos Bichos” (15h).
  • 12 de abril: Visita Mediada “Passos da história” (10h) e Roteirinho do Museu (15h).
  • 17 de abril: Oficina de ilustração botânica (10h) e “O Espírito das Plantas” (15h).
  • 18 de abril: Oficina “A Iconografia Marajoara” (10h) e “Na Aldeia do Riso” (15h).
  • 19 de abril: Visita Mediada e Roteirinho em horários regulares.
  • 25 de abril: Oficina de bolhas e saberes iorubás (10h) e “Guardiães da Floresta” (15h).
  • 26 de abril: Encerramento com visitas mediadas e atividades infantis.

As inscrições e participações ocorrem diretamente no local, com ponto de encontro na varanda do museu. A diversidade de temas, que vai da botânica à cerâmica, demonstra o esforço em catalogar e difundir a ciência produzida pelos povos da floresta.

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