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Mulheres e jovens rurais da Transamazônica recebem apoio para fábrica de chocolate

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O Governo do Pará, por meio de ações coordenadas pela Emater, está impulsionando o protagonismo de mulheres e jovens rurais na região da Transamazônica. Entre nove e dez de abril de 2026, um mutirão técnico realizado em comunidades de Altamira e Senador José Porfírio visa garantir o acesso a R$ 2,5 milhões provenientes do Fundo Amazônia. O montante será destinado à construção de uma fábrica de chocolate artesanal, fortalecendo a economia local e gerando novas oportunidades de trabalho no campo.

De acordo com informações da Agência Pará, o foco da iniciativa é a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Este documento é essencial para que os produtores possam acessar linhas de crédito e participar de editais de fomento. A ação ocorre no Travessão da Firma e atende quatro comunidades específicas: Ituna 3, Jaraninha, Picadão e Picadinho, com a meta inicial de emitir ao menos 60 registros individuais durante os dois dias de trabalho.

A estruturação desse projeto conta com o suporte técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta, apresentada pela Associação dos Produtores Rurais de Ituna II e III (Apri), não se limita apenas ao beneficiamento do cacau, mas contempla também a agroindustrialização de frutas variadas e da mandioca, diversificando a base produtiva das famílias rurais.

Como funciona o acesso ao crédito para esses agricultores?

Além do aporte para a fábrica de chocolate, o mutirão atua na prospecção de demandas de microcrédito rural. Os valores, que variam entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por beneficiário, são operacionalizados via Banco da Amazônia e Caixa Econômica Federal. Esse suporte financeiro é vital para a manutenção e expansão de culturas tradicionais da região, como a banana e a mandioca, garantindo que os pequenos produtores tenham capital de giro para suas atividades diárias.

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A Apri, que representa cerca de 172 agricultores familiares nos dois municípios, já possui um histórico consolidado de fornecimento de alimentos para o mercado institucional. A associação atua fortemente no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), garantindo que a produção local chegue às escolas da região e às famílias em situação de insegurança alimentar.

Qual a importância social da regularização documental?

O presidente-fundador da Apri, Orlei Paulino, enfatiza que a parceria com órgãos estaduais é fundamental para o escoamento da produção. Segundo ele, o volume de alimentos fornecidos em 2026 demonstra a força da agricultura familiar local:

De banana, por exemplo, em 2026 estamos fornecendo 37 toneladas para as escolas; de macaxeira, 16 toneladas; de abóbora, 21 toneladas.

O supervisor regional da Emater em Altamira, Júlio Albuquerque, destaca que o atendimento especializado para mulheres e jovens é uma estratégia de combate a problemas sociais históricos. O fortalecimento da autonomia financeira desses grupos funciona como uma ferramenta contra a violência doméstica, reduz o êxodo rural e promove o empoderamento das novas gerações que desejam permanecer e prosperar no campo.

Como o projeto impacta o cotidiano das empreendedoras rurais?

O caso de Cleidiane Félix, moradora da comunidade Ituna 3, ilustra a transformação proporcionada por essas políticas públicas. Aos 26 anos e chefe de família, ela gerencia o Sítio Anny e Anna, onde cultiva abóbora, cacau e macaxeira. Cleidiane já fornece produtos para a merenda escolar, mas visualiza um futuro ainda mais ambicioso com a nova fábrica de chocolate e o beneficiamento da farinha.

Para a microempreendedora, o suporte técnico recebido pela Emater é essencial para superar os desafios únicos enfrentados por mulheres no meio rural. Ela afirma que o incentivo à capacitação e a facilidade no acesso à documentação permitem que o sonho de se tornar uma empresária rural consolidada esteja cada vez mais próximo. A expectativa é que, com a conclusão do edital do Fundo Amazônia, o mercado para os derivados do cacau e da mandioca se amplie significativamente, elevando a qualidade de vida de sua família e de seus quatro filhos.

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