A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro, gerou manifestações de luto e indignação por parte de diversas instituições e autoridades. De acordo com informações da Agência Brasil, a médica foi morta ao sair da casa dos pais, quando foi atingida por disparos durante uma perseguição policial a acusados de roubo na região.
Como as autoridades reagiram à morte de Andréa Marins?
Em nota, o Ministério da Saúde destacou a relevante atuação da médica no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e expressou suas condolências a familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, manifestou-se nas redes sociais, pedindo celeridade nas investigações.
Dói muito perder a Andréa e saber tudo o que ela representava e o que ainda podia representar para tanta gente. Eu reitero meu pedido de celeridade das investigações à Delegacia de Homicídios da Capital, que conduz o caso, e queria muito destacar a importância das câmeras corporais como ferramenta fundamental para combater injustiças e falhas em qualquer abordagem ou operação.
Quais são as medidas tomadas pelas instituições médicas?
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) pediu investigação criteriosa às autoridades e lamentou a situação de insegurança pública. A Associação dos Funcionários do Instituto Nacional de Câncer (Afinca) reforçou em nota o compromisso com a memória da profissional, destacando seu legado de dedicação à medicina e ao serviço público.
O que a Polícia Militar do Rio de Janeiro informou sobre o caso?
A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro lamentou a morte e informou que, por determinação do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação. As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
O corpo de Andréa Marins Dias será sepultado no Cemitério da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio, na tarde desta terça-feira (17).