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Missão Paraná inicia sexta edição com foco no combate à violência contra a mulher

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A sexta edição da Missão Paraná teve início nesta quarta-feira (22), na cidade de Curitiba, com a finalidade de fortalecer a integração entre as forças de segurança e instituições públicas. O evento prioriza o enfrentamento à violência contra a mulher e o desenvolvimento de estratégias de prevenção ao uso abusivo de substâncias entorpecentes. Por meio do programa Mulher Segura, a iniciativa promoveu painéis temáticos para aprofundar debates técnicos entre especialistas da área de segurança pública.

De acordo com informações da Agência Paraná, a programação busca transformar diretrizes teóricas em ações práticas para o atendimento à população. O tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado, chefe do Centro de Políticas de Proteção, destacou o papel da operação no estado:

Nosso objetivo é transformar diretrizes em ações concretas que salvam vidas. O programa, por meio da Missão Paraná, atua como um catalisador da integração entre as forças de segurança e demais instituições, transformando diretrizes em ações concretas que salvam vidas e fortalecem o atendimento à população paranaense.

Como funciona o monitoramento simultâneo de agressores no estado?

Um dos pilares discutidos durante o evento foi a expansão dos dispositivos eletrônicos de segurança. O Paraná é considerado referência nacional no uso de tecnologias de monitoração simultânea, que permitem o acompanhamento em tempo real tanto de agressores quanto de vítimas. Essa ferramenta é fundamental para a prevenção de feminicídios, pois possibilita uma resposta imediata das forças policiais caso haja descumprimento de medidas protetivas judiciais.

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Segundo Marcos Roberto Ribeiro, subchefe da Divisão de Monitoração Simultânea da Polícia Penal do Paraná (PPPR), diversos estados brasileiros buscam o modelo paranaense como exemplo. O sistema funciona através de uma análise contínua de informações que, quando necessário, gera o acionamento célere da Polícia Militar do Paraná (PMPR). A delegada-chefe da Delegacia da Mulher de Curitiba, Emanuele Siqueira, reforçou que o monitoramento atua como uma proteção adicional, gerando dados que subsidiam futuros processos criminais.

Quais são as ferramentas tecnológicas disponíveis para a proteção das vítimas?

Além da monitoração eletrônica tradicional, o estado utiliza o aplicativo Salve Maria como canal direto de socorro. Diferente da tornozeleira eletrônica, o aplicativo funciona como um botão de pânico digital instalado no smartphone da vítima. A tecnologia permite que a mulher acione a polícia em situações de risco iminente sem a necessidade de um descumprimento prévio de medida protetiva, funcionando de maneira análoga ao telefone 190.

A iniciativa conta com a atuação coordenada de diversos órgãos, incluindo:

  • Polícia Militar do Paraná (PMPR): responsável pelo atendimento ostensivo e pela Patrulha Maria da Penha.
  • Polícia Civil do Paraná (PCPR): focada na investigação e acolhimento nas Delegacias da Mulher.
  • Polícia Penal do Paraná (PPPR): encarregada da monitoração dos custodiados.
  • Rede de proteção municipal: que atua no suporte psicossocial e acolhimento.

Qual a relação detectada entre o uso de drogas e a violência doméstica?

O encerramento da programação técnica abordou a vulnerabilidade feminina diante do uso abusivo de drogas. Dados da Seção de Planejamento da PMPR indicam que o abuso de álcool ou entorpecentes está presente em 68,2% dos registros de feminicídio ou tentativas de feminicídio no Paraná em 2025. O delegado Renato Figueiroa, coordenador do Centro Estadual de Política sobre Drogas, ressaltou que o enfrentamento a essa questão exige a participação ativa da sociedade e a integração entre segurança pública e saúde.

A Missão Paraná também contou com a presença de representantes da prefeitura de Curitiba e de divisões especializadas da polícia judiciária. O debate reforçou a aplicação do Protocolo de Curitiba, que padroniza os fluxos de atendimento e encaminhamento de vítimas na rede de proteção estadual, consolidando o eixo Mulher Segura como um espaço de alinhamento estratégico permanente.

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