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Missão Artemis 2 tem primeira correção de trajetória cancelada pela NASA

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On the second day of the 25.5-day Artemis I mission, Orion used its optical navigation camera to snap black and white photos
On the second day of the 25.5-day Artemis I mission, Orion used its optical navigation camera to snap black and white photos of planet Earth. Orion uses the optical navigation camera to capture imager Foto: NASA — Public domain

No terceiro dia da missão espacial rumo à Lua, a NASA decidiu cancelar a primeira manobra de correção de trajetória da cápsula Orion. A decisão foi tomada na sexta-feira (3 de abril) pelos controladores de voo localizados no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos. O sucesso do programa Artemis é de interesse estratégico para o Brasil, que assinou os Acordos Artemis em 2021 por meio da Agência Espacial Brasileira (AEB), comprometendo-se com a exploração lunar pacífica e colaborativa. A medida da NASA ocorreu porque a espaçonave já se encontra em uma rota altamente precisa, dispensando a necessidade de ajustes nos propulsores neste estágio inicial da viagem que antecede o sobrevoo lunar programado para a próxima segunda-feira (6 de abril).

De acordo com informações do Olhar Digital, a tripulação a bordo da espaçonave realizou a sua reunião diária de rotina enquanto a nave espacial mantém o curso exato. A manobra cancelada seria a primeira de um total de três ignições menores dos motores, um procedimento tecnicamente conhecido como correção de trajetória de saída, considerado fundamental para o sucesso do trajeto pelo espaço profundo.

Qual é a importância das manobras de correção de trajetória?

Essas ignições menores são consideradas passos essenciais para ajustar quaisquer pequenas variações na velocidade e na direção da cápsula após a conclusão da queima de injeção translunar. Sem a realização desse ajuste rigoroso e preciso, desvios mínimos poderiam comprometer de forma severa a órbita ao redor do satélite natural da Terra ou, até mesmo, alterar a passagem previamente planejada pelos cientistas e engenheiros responsáveis.

A eficácia dessa ignição é calculada com base na análise contínua de telemetria e nos modelos de navegação desenvolvidos pela agência norte-americana em conjunto com a agência espacial do Canadá, conhecida pela sigla CSA. Esse trabalho conjunto garante que a cápsula siga rigorosamente a rota programada. Contudo, como os dados demonstraram uma trajetória impecável, a equipe técnica concluiu que a intervenção seria desnecessária neste momento da jornada.

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No cronograma oficial do voo espacial, existem outras duas correções planejadas. Esses procedimentos futuros têm o objetivo de otimizar a velocidade e assegurar o trajeto perfeito da espaçonave. Caso sejam necessários novos ajustes de direção, os engenheiros poderão incorporar essas mudanças facilmente em uma queima corretiva subsequente, mantendo a segurança e o planejamento da expedição espacial totalmente intactos.

Houve alguma falha técnica no módulo de serviço da cápsula?

Durante uma coletiva de imprensa para detalhar o andamento operacional, Howard Hu, gerente do programa Orion, revelou que o módulo de serviço da espaçonave apresentou uma falha técnica específica. O problema foi identificado no sistema de pressurização de hélio, que é um dos componentes essenciais integrantes do sistema de propulsão da nave desenvolvida para o programa.

Apesar da constatação da anomalia no equipamento propulsor, o executivo garantiu de forma categórica que não há riscos iminentes para o voo ou para os tripulantes a bordo da missão. A segurança estrutural foi mantida em níveis máximos porque o sistema de reserva da espaçonave foi acionado imediatamente após a detecção da falha técnica, assumindo prontamente as funções de pressurização e estabilizando a operação de propulsão.

A redundância de sistemas é uma característica vital do design aeroespacial contemporâneo. A presença de mecanismos de segurança alternativos de alta tecnologia permite que problemas técnicos pontuais e isolados não se transformem em ameaças críticas para o progresso do cronograma estabelecido, garantindo que a nave continue operando rigorosamente dentro dos parâmetros de segurança exigidos pelos protocolos internacionais.

Quais são os próximos passos da tripulação no voo em direção à Lua?

Para o sábado (4 de abril), que marca o quarto dia de voo da expedição espacial, as equipes na Terra e no espaço planejam avançar com as próximas etapas operacionais e fotográficas. A segunda queima de correção de trajetória de saída permanece ativa na programação oficial e continuará o trabalho técnico de refinar o caminho da espaçonave até a aproximação definitiva com o ambiente lunar.

Enquanto os controladores de voo em Houston lidam ativamente com os complexos ajustes de navegação e telemetria, a tripulação focará no aperfeiçoamento prático de seus preparativos internos e nas diversas atividades de observação astronômica. A agenda dos astronautas no espaço inclui tarefas bastante específicas de documentação visual e estudo aprofundado do terreno da Lua que se aproxima em alta velocidade.

Entre as importantes atividades programadas para a equipe a bordo da espaçonave, destacam-se os seguintes pontos táticos:

  • Cada membro da tripulação dedicará uma hora para a revisão detalhada dos alvos geográficos presentes na superfície lunar.
  • O estudo preparatório focará exatamente no terreno que os astronautas deverão fotografar durante o sexto dia de voo.
  • A observação dos alvos geográficos variará significativamente de acordo com o horário e o dia do lançamento final, exigindo altíssima flexibilidade da equipe.
  • A programação reserva um período de 20 minutos focado exclusivamente para a documentação fotográfica de corpos celestes através das janelas panorâmicas da nave.
  • Os astronautas registrarão vídeos em alta resolução com frequência para documentar a perspectiva visual única a partir da espaçonave durante a imersão na órbita.

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