A missão Artemis 2, coordenada pela NASA, realizou com sucesso sua amerissagem no Oceano Pacífico. O evento ocorreu em condições meteorológicas ideais, com céu limpo, ventos moderados a 10 nós e ondas de até 1,2 metro. De acordo com informações do Olhar Digital, essas condições favoráveis foram fundamentais para o regresso seguro da cápsula Orion e de seus tripulantes.
A logística desempenhou um papel crucial na recuperação da cápsula. A bordo do navio USS John P. Murtha, uma equipe lançou um balão meteorológico para transmitir dados atmosféricos aos especialistas em resgate. Dessa forma, foi possível fazer um monitoramento preciso durante o pouso no oceano.
Como a NASA monitorou os equipamentos descartados na reentrada?
Um dos desafios enfrentados durante a missão foi o descarte seguro dos componentes da nave ao entrar na atmosfera terrestre. A Agência cuidou dessa tarefa com o auxílio do software ‘Sasquatch’, que calcula exatamente onde cada peça descartada aterrissará nas águas do Pacífico, minimizando riscos e facilitando o recolhimento.
A operação foi essencial para garantir que os materiais não afetem o meio ambiente e que possam ser recolhidos eficientemente pelas equipes de busca no local.
Qual foi a importância da separação de módulos na missão?
Às 20h33 (horário de Brasília), um marco crítico na missão foi alcançado: a separação bem-sucedida entre o módulo de tripulação e o Módulo de Serviço Europeu (ESM). Desenvolvido pela ESA, o ESM forneceu energia e suprimentos à cápsula Integrity durante toda a missão.
O astronauta Reid Wiseman, participante da operação, descreveu a separação durante uma transmissão ao vivo. Após a desconexão, a Orion realizou a “Manobra de Elevação do Módulo da Tripulação”, garantindo que o ESM se desintegrasse com segurança na atmosfera, conforme o planejado.