O estado de Washington, nos Estados Unidos, pode em breve proibir uma prática controversa: a implantação de microchips subcutâneos em funcionários. A medida, que visa proteger os direitos dos trabalhadores, está sendo analisada pelo Senado estadual. De acordo com informações do Gizmodo US, a proposta de lei já foi aprovada na Câmara dos Representantes do estado.
A proposta, denominada House Bill 2303, busca impedir que empregadores exijam ou coajam seus funcionários a implantarem microchips sob a pele. A legislação, no entanto, abre a possibilidade para que os empregados se voluntariem para o procedimento, desde que não haja pressão por parte da empresa. A proibição se refere especificamente a microchips implantados subcutaneamente, semelhantes aos utilizados em animais de estimação.
Ainda de acordo com a proposta, o termo “subcutaneamente” não inclui informações temporariamente anexadas à pele por uma tira adesiva ou pulseira. Essa distinção é importante, pois a Amazon, que possui instalações no estado de Washington, detém uma patente de uma pulseira que rastreia os movimentos dos funcionários. O uso desse tipo de dispositivo não seria considerado microchipagem de empregados sob a lei proposta.
Quais empresas seriam afetadas pela lei?
Embora não haja relatos de empresas em Washington que já implementaram a prática de microchipagem de funcionários, o estado abriga grandes empregadores como Amazon, Starbucks, Costco e Microsoft. A lei impediria que essas empresas realizassem experimentos com essa tecnologia em seus locais de trabalho.
O que diz a proposta de lei sobre a microchipagem?
A proposta de lei, liderada pela deputada Brianna Thomas, é bastante específica sobre o que seria proibido. O texto diz que “um empregador não pode solicitar, exigir ou coagir qualquer funcionário a ter um microchip implantado no empregado por qualquer motivo”. No entanto, a lei permite que os funcionários se voluntariem para serem microchipados, desde que não sejam solicitados a fazê-lo.
Há exceções na proposta de lei?
Sim, a proposta de lei abre uma exceção para dispositivos médicos implantados no corpo de um funcionário por razões médicas. Ou seja, se um funcionário optar por implantar um dispositivo para monitorar sua saúde, por exemplo, isso ainda seria permitido.
Qual o próximo passo para a lei?
A House Bill 2303 já foi aprovada na Câmara dos Representantes de Washington e agora aguarda votação no Senado estadual. Se aprovada, a lei impedirá que empregadores em Washington obriguem seus funcionários a implantarem microchips subcutâneos.
