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Método Telecom adquire ativos de telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 mi

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Stunning aerial view of Rio's Maracanã Stadium and cityscape in clear daylight.
Stunning aerial view of Rio's Maracanã Stadium and cityscape in clear daylight. Foto: Americo Vermelho — Pexels License (livre para uso)

A operadora Oi, que segue em seu complexo processo de recuperação judicial, anunciou oficialmente na noite de quarta-feira, 8 de abril de 2026, que a Método Telecom foi a vencedora do processo competitivo para a aquisição da unidade produtiva isolada (UPI) responsável pelos ativos de telefonia fixa da empresa. O negócio foi firmado pelo montante de R$ 60,1 milhões, pagos integralmente à vista.

De acordo com informações do Valor Empresas, a disputa contou com a participação direta da Sercomtel, que apresentou uma oferta de R$ 60 milhões. Embora a diferença nominal entre as propostas fosse de apenas R$ 100 mil, a modalidade de pagamento foi o fator decisivo para a escolha da Método Telecom, uma vez que a concorrente pretendia realizar o quitamento em dez parcelas, enquanto o edital priorizava a liquidez imediata dos recursos.

Quais foram os termos financeiros da disputa pelos ativos?

A estruturação da venda desses ativos faz parte da estratégia de desinvestimento da Oi para cumprir as obrigações estabelecidas em seu plano de reestruturação financeira. A proposta da Método Telecom alinhou-se estritamente às exigências do edital, que previa o pagamento em parcela única. A Sercomtel, operadora com tradicional presença na região de Londrina (PR), buscou ampliar sua atuação nacional através deste certame, mas a oferta parcelada não obteve a mesma classificação técnica e financeira da vencedora.

A unidade produtiva isolada (UPI) em questão engloba infraestruturas essenciais para a manutenção do serviço de telefonia fixa, um segmento que, apesar da retração global frente ao avanço do mercado de dados móveis, ainda possui relevância regulatória e uma base de clientes ativa em diversas regiões do território brasileiro. A conclusão da venda representa um passo importante na redução da dívida e na simplificação da estrutura operacional da Oi.

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Como funciona o processo de aprovação regulatória?

Apesar da vitória no certame competitivo, a transferência definitiva dos ativos para a Método Telecom não é imediata. A operação está juridicamente sujeita ao escrutínio de órgãos reguladores fundamentais para o setor de comunicações no Brasil. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve avaliar se a empresa compradora possui a capacidade técnica e o equilíbrio financeiro necessários para garantir a continuidade do serviço público.

Simultaneamente, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) analisará a transação sob a ótica da concorrência e concentração de mercado. O objetivo do órgão é garantir que a movimentação não gere prejuízos ao setor ou práticas que possam ferir a livre iniciativa e o direito dos consumidores brasileiros. Este é um procedimento padrão em grandes fusões e aquisições, especialmente em setores sensíveis como o de infraestrutura de telecomunicações.

Qual a importância desta venda para a recuperação judicial da Oi?

A Oi atravessa um dos períodos mais desafiadores de sua história corporativa, estando atualmente em seu segundo processo de recuperação judicial, e a alienação de ativos não essenciais é uma ferramenta prevista no plano homologado pela Justiça. Com a entrada de R$ 60,1 milhões em caixa, a companhia ganha fôlego para honrar compromissos imediatos e focar em suas operações de fibra óptica, que atualmente representam o pilar central de sua nova estratégia de mercado.

Os principais pontos que definiram esta etapa do processo competitivo incluem:

  • O pagamento integral e à vista realizado pela Método Telecom;
  • A superação da proposta parcelada apresentada pela Sercomtel;
  • A alienação de ativos específicos de telefonia fixa via Unidade Produtiva Isolada;
  • A necessidade de aval regulatório da Anatel e do Cade para o fechamento definitivo.

A transação reforça o movimento de consolidação do setor de telecomunicações no país, no qual empresas de médio porte buscam adquirir infraestruturas de grandes operadoras em processo de reestruturação para expandir sua capilaridade regional e capacidade de atendimento ao cliente final. No cenário nacional, esse tipo de repasse descentraliza partes cruciais da rede, fomentando a competitividade regional além das gigantes tradicionais.

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