A Meta anunciou uma mudança significativa em sua estratégia de negócios para o Reality Labs, separando as plataformas dos dispositivos Quest VR de realidade virtual do Worlds, seu metaverso. A partir de agora, as duas frentes seguirão caminhos distintos, com o VR focado na qualidade de software e ecossistema de desenvolvedores, enquanto o Worlds passará a ser quase exclusivamente mobile. De acordo com informações do Mobile Time, a Meta acredita que a realidade virtual será a próxima grande plataforma de computação.
Quais são as novas direções para Quest VR e Worlds?
A Meta confirmou que continuará produzindo novos headsets VR adaptados para diferentes segmentos de público. Para estimular que desenvolvedores produzam para o Quest VR, a companhia vai investir na comunidade de desenvolvedores terceirizados, já que 86% do tempo útil que os usuários passam em seus headsets de realidade virtual é dedicado a aplicativos de terceiros. A filosofia da Meta agora é fazer menos coisas, porém com mais qualidade.
Como o Worlds está se adaptando ao mercado mobile?
Enquanto o VR foca em jogos e aplicativos dedicados, a plataforma Worlds migra para ser quase que exclusivamente para dispositivos móveis. A estratégia mobile já começou a dar frutos em 2025, com mundos exclusivos para mobile saltando de zero para mais de 2 mil. Os usuários ativos mensais em dispositivos móveis cresceram mais de quatro vezes no último ano. Diversos criadores já estão lucrando na plataforma, com quatro deles ultrapassando a marca de US$ 1 milhão em receita vitalícia.
Quais são as novas ferramentas lançadas pela Meta?
Para alavancar o crescimento no mercado mobile, a companhia lançou o Meta Horizon Studio e o Meta Horizon Engine, ferramentas personalizadas para a próxima geração de mundos mobile com qualidade superior nos gráficos, carregamento mais rápido e maior capacidade de retenção de usuários. A mensagem final da Meta para a comunidade de desenvolvedores é de compromisso a longo prazo, transparência e adaptação.
Fonte original: Mobile Time