A Meta anunciou na quinta-feira, 23 de abril de 2026, a demissão de aproximadamente oito mil funcionários, o equivalente a 10% de seu quadro global, em meio a uma mudança de estratégia para ampliar os investimentos em inteligência artificial. Segundo a empresa, o plano prevê destinar US$ 135 bilhões à área em 2026, movimento associado ao argumento de que ferramentas de IA aumentaram a produtividade das equipes. De acordo com informações do IT Forum, a informação foi baseada em comunicado interno ao qual a BBC teve acesso.
Além dos desligamentos, a companhia informou que também deixará de preencher milhares de vagas que estavam abertas em processos seletivos. A decisão marca a maior rodada de cortes da empresa desde 2023 e ocorre após uma sequência de demissões iniciada em 2022, quando a Meta passou a reduzir seu quadro em diferentes ondas.
O que motivou os cortes anunciados pela Meta?
De acordo com o texto, o principal argumento apresentado pela empresa é que a adoção de ferramentas de IA tornou as equipes mais produtivas. O fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia antecipado essa direção em janeiro, ao afirmar que um único profissional poderia entregar projetos que antes exigiam equipes inteiras.
“Acho que 2026 vai ser o ano em que a IA vai começar a mudar drasticamente a forma como trabalhamos”
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A nova rodada de cortes ocorre ao mesmo tempo em que a Meta eleva de forma expressiva os recursos voltados à inteligência artificial. O valor de US$ 135 bilhões previsto para 2026, segundo o artigo original, equivale ao total aplicado pela empresa na área nos três anos anteriores somados.
Quais outras medidas acompanharam a reestruturação?
Na mesma semana do anúncio das demissões, a Meta informou aos funcionários que passará a registrar as interações com computadores corporativos para treinar seus modelos de IA. A iniciativa provocou reações internas, especialmente por ter sido comunicada no contexto de desligamentos e reestruturação.
Um colaborador, não identificado, descreveu a medida em declaração à BBC.
“distópica”
O mesmo funcionário também criticou a direção adotada pela companhia.
“Esta empresa ficou obcecada com IA”
Além do monitoramento das interações em computadores corporativos, a empresa informou que reduzirá a reposição de vagas abertas. Na prática, isso significa que a reestruturação não se limita aos cortes já anunciados, mas também afeta a expansão planejada do quadro de pessoal.
Como o movimento da Meta se insere no setor de tecnologia?
O artigo aponta que a Meta não é um caso isolado em 2026. Outras empresas de tecnologia também promoveram cortes de pessoal enquanto ampliavam ou justificavam mudanças com base no avanço da inteligência artificial.
- A Amazon demitiu mais de 30 mil pessoas
- A Oracle cortou mais de dez mil postos
- A Snap reduziu cerca de mil vagas
- A Microsoft anunciou um programa de demissão voluntária para funcionários com mais tempo de empresa
Segundo o texto, há um padrão nas justificativas apresentadas por executivos do setor: o aumento dos investimentos em IA aparece associado à redução de pessoal. No caso da Meta, essa relação foi explicitada ao vincular os cortes à expectativa de maior produtividade com o uso de ferramentas automatizadas e modelos de inteligência artificial.
O anúncio reforça a atual fase de reorganização nas grandes empresas de tecnologia, em que expansão de investimentos em IA e cortes de pessoal passaram a ocorrer de forma paralela. No caso da Meta, a combinação entre demissões, congelamento de contratações e novas práticas de coleta de dados internos mostra como a aposta na inteligência artificial vem influenciando tanto a estrutura operacional quanto a gestão da força de trabalho.