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Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% em 2026

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Gráfico ascendente com cifrões e setas vermelhas ilustrando alta de preços.
Reprodução / agenciabrasil.ebc.com.br

O mercado financeiro elevou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,17% para 4,31% em 2026. A estimativa consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, pelo Banco Central, em Brasília. A pesquisa é realizada semanalmente com instituições financeiras e reflete a expectativa do mercado para os principais indicadores econômicos.

De acordo com informações da Agência Brasil, a projeção para a inflação subiu pela terceira semana consecutiva em meio às tensões da guerra no Oriente Médio. Apesar do aumento, a expectativa ainda permanece dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,5% e 4,5%.

Qual é a meta de inflação e como o Banco Central atua?

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central responsável pelas decisões sobre juros, reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14,75% ao ano. A decisão foi unânime. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa era de um corte maior, de 0,5 ponto percentual.

A Selic está no maior patamar desde julho de 2006. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas. Depois, permaneceu estável por quatro reuniões. Embora tenha havido indícios de início de um ciclo de redução, o Banco Central não descarta rever esse movimento caso as incertezas internacionais se agravem.

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O que o mercado espera para a Selic nos próximos anos?

A estimativa dos analistas para a Selic ao final de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027, a projeção é de 10,5%, para 2028 de 10% e para 2029 de 9,75% ao ano. Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que encarece o crédito e estimula a poupança, ajudando a controlar os preços.

Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, o que pode estimular a atividade econômica, mas também afrouxar o controle sobre a inflação.

Qual a previsão para o crescimento da economia brasileira?

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,84% para 1,85%. Para 2027, a projeção ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão de 2% em ambos os anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representou o quinto ano seguido de expansão, com destaque para o setor agropecuário.

Como está a expectativa para o dólar?

A cotação esperada para o dólar ao final de 2026 é de R$ 5,40. Para o fim de 2027, a projeção é de R$ 5,45. A inflação oficial de fevereiro fechou em 0,7%, influenciada principalmente por transportes e educação. O acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Para os anos seguintes, a projeção do mercado para a inflação é de 3,84% em 2027, 3,57% em 2028 e 3,5% em 2029. O próximo encontro do Copom para definir a Selic está previsto para abril.

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