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Mateus Simões usa expressão racista em cerimônia da Medalha da Inconfidência

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Mateus Simões, governador em exercício de Minas Gerais, usou a expressão “inveja branca” durante discurso na cerimônia da Medalha da Inconfidência, realizada nesta terça-feira (21), em Ouro Preto, ao elogiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A declaração ocorreu na entrega do Grande Colar, honraria do estado, e gerou repercussão por empregar um termo apontado no debate público como discriminatório. De acordo com informações da Revista Fórum, o episódio aconteceu durante uma cerimônia oficial no feriado de Tiradentes.

Simões substitui Romeu Zema no comando do governo mineiro. No pronunciamento, ao mencionar a nomeação de uma mulher para o comando da Polícia Militar de São Paulo, ele afirmou ter “inveja branca” de Tarcísio. A fala foi destacada pela reportagem original por ocorrer sem manifestação imediata de constrangimento por parte do governador em exercício.

O que Mateus Simões disse durante a cerimônia em Ouro Preto?

Segundo o texto original, a declaração foi feita no momento em que Simões condecorava Tarcísio de Freitas. A reportagem reproduz a seguinte fala:

“Dizia ao governador Tarcísio da minha inveja branca de ele ter nomeado a primeira comandante da Polícia Militar mulher”.

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A cerimônia ocorreu em Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais, durante a tradicional entrega da Medalha da Inconfidência. O evento é realizado no feriado de Tiradentes e reúne autoridades públicas para homenagens oficiais.

Por que a expressão gerou repercussão?

De acordo com a reportagem, a expressão “inveja branca” é criticada por especialistas, historiadores e movimentos sociais por reforçar associações linguísticas discriminatórias. O argumento citado é o de que o uso do termo atribui ao “branco” um valor de purificação ou aceitação, enquanto mantém, de forma implícita, sentidos negativos em oposição.

No texto, a repercussão é contextualizada também pelo simbolismo do local e da cerimônia. A fala ocorreu em um evento cívico ligado a temas como liberdade e justiça, o que ampliou a reação em torno do vocabulário empregado por uma autoridade estadual.

Qual era o contexto político do evento?

A reportagem afirma que o episódio aconteceu em meio ao movimento de Simões para consolidar sua imagem política como possível sucessor de Romeu Zema. A presença de Tarcísio de Freitas e do senador Rogério Marinho, ambos citados como agraciados no evento, é apresentada como parte de uma aproximação com forças políticas da direita.

Ainda segundo o texto original, Simões tentou destacar a presença de mulheres em postos de comando ao mencionar que Minas Gerais já possui a coronel Jordana Filgueiras Daldegan à frente do Corpo de Bombeiros. Esse ponto, porém, acabou ofuscado pela repercussão da expressão usada no discurso.

Houve manifestação do governo de Minas Gerais?

Conforme a reportagem da Revista Fórum, até o fechamento do texto original não havia manifestação do governo de Minas Gerais nem da assessoria pessoal de Mateus Simões sobre pedidos de esclarecimento enviados por veículos de imprensa.

Os principais pontos relatados no caso são os seguintes:

  • o discurso ocorreu na terça-feira (21), em Ouro Preto;
  • a declaração foi feita durante a entrega da Medalha da Inconfidência;
  • a expressão usada por Simões foi “inveja branca”;
  • a fala ocorreu ao elogiar Tarcísio de Freitas;
  • não havia posicionamento oficial do governo mineiro até o fechamento da reportagem original.

O caso adiciona desgaste ao evento oficial e recoloca em debate o uso de expressões consideradas discriminatórias por autoridades públicas. No texto de origem, a avaliação é de que o episódio chama atenção para a permanência desse tipo de linguagem em ambientes institucionais e em cerimônias de Estado.

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