A Mastercard estuda desenvolver um modelo de pagamento para o Free Flow, sistema de pedágio automatizado com pórticos e sem praça de pedágio no Brasil. A proposta foi detalhada por Fernanda Caraballo, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da bandeira, em conversa publicada nesta quarta-feira, 16 de abril de 2026. De acordo com informações do Mobile Time, a ideia é associar a placa do veículo ao cartão de crédito, débito ou Pix do cliente, para permitir a cobrança automática sempre que o motorista passar pelo portal.
Segundo a executiva, o funcionamento imaginado é semelhante ao das tags usadas hoje nas rodovias. Nesse modelo, o consumidor faria um cadastro único da placa e do meio de pagamento e, a cada passagem pelo pórtico, o emissor autorizaria a transação e realizaria a cobrança no instrumento previamente registrado. A proposta é apresentada como uma alternativa ao sistema retroativo atualmente adotado em parte das rodovias com Free Flow.
Como funciona hoje o pagamento no Free Flow?
Atualmente, o motorista que circula por trechos com Free Flow tem duas formas principais de pagamento citadas na reportagem. A primeira é o modelo automatizado com tags de empresas como Sem Parar e ConectCar. A segunda é um sistema retroativo, também baseado na leitura da placa, em que o usuário precisa acessar o site da concessionária e quitar o valor em até um mês.
Na avaliação apresentada pela Mastercard à publicação, o vínculo direto entre placa e meio de pagamento poderia simplificar a experiência do usuário. A solução se enquadra no conceito de pagamento invisível, em que a transação ocorre sem uma ação manual a cada uso, desde que o cadastro inicial já tenha sido realizado.
O que a Mastercard propõe para a cobrança por trecho percorrido?
Fernanda Caraballo também afirmou que o modelo poderia contemplar o chamado pay per mile, ou seja, a cobrança conforme a distância percorrida em um trecho de rodovia. Nesse caso, a leitura da placa seria feita no início do percurso, o valor adicional da tarifa seria calculado com base no trajeto percorrido e a cobrança só ocorreria depois da saída do motorista daquele segmento da estrada.
Para que essa visão avance, a empresa afirma estar em conversas com agentes do setor. A reportagem cita reguladores como Senatran e ANTT, além de concessionárias e empresas de tecnologia. Segundo o relato, a implementação dependeria de adaptação e integração com os pórticos já instalados.
Qual é a presença atual da Mastercard nos pedágios brasileiros?
A reportagem informa que a Mastercard atua há oito anos nas estradas brasileiras com tecnologia contactless. De acordo com Caraballo, o processo começou com projetos-piloto em concessionárias e rodovias para pagamento por aproximação e avançou após a comprovação de que o sistema não gerava filas, além de trazer economia e segurança operacional.
A executiva afirmou ainda que o uso de dinheiro físico nos pedágios caiu ao longo desse período. Segundo os dados citados pelo Mobile Time, a bandeira está presente em 100% das praças de pedágio com pagamento sem contato, enquanto a participação do dinheiro em espécie nas transações caiu de 50% oito anos atrás para 7% atualmente. Nos últimos dois anos, a empresa registrou crescimento de 44% nas transações com seus cartões nas cabines de pedágio.
- Cadastro único da placa do veículo com cartão de crédito, débito ou Pix
- Cobrança automática a cada passagem pelo pórtico
- Possibilidade de tarifa por trecho percorrido
- Dependência de integração com reguladores, concessionárias e tecnologia existente
O que mais foi citado pela reportagem?
Caraballo também lembrou que algumas concessionárias já operam cancelas sem atendentes, mantendo apenas terminais de pagamento por NFC. O texto publicado pelo Mobile Time ainda menciona a participação de Leonardo Carissimi, vice-presidente de produtos e soluções de segurança da Mastercard no Brasil, no MobiSec 2026, evento do setor de segurança digital marcado para 13 de maio no WTC Events Center, em São Paulo.
A notícia, porém, tem como foco principal o estudo da Mastercard para ampliar as formas de pagamento no Free Flow. Até o momento, o conteúdo relata uma iniciativa em desenvolvimento e conversas com os atores do setor, sem anúncio de lançamento, cronograma de implementação ou início de operação do novo modelo nas rodovias brasileiras.