O Manaus FC teve o presidente Luís Mitoso e outros cinco envolvidos denunciados no Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM) por causa da confusão registrada após um pênalti polêmico na semifinal do segundo turno do Campeonato Amazonense de 2026. O caso ocorreu em 7 de março, no estádio Carlos Zamith, em Manaus, durante a partida contra o Parintins. O julgamento foi marcado para 6 de abril e pode resultar em punições a dirigentes, atletas e ao próprio clube. De acordo com informações do GE, o processo disciplinar foi aberto após os acontecimentos no fim do jogo.
O TJD-AM é a instância da Justiça Desportiva responsável por julgar infrações ligadas às competições do futebol no estado. O processo disciplinar nº 017/2026 inclui, além de Mitoso, o auxiliar técnico Marcos Vinícius de Souza Ozias, o ex-diretor executivo Daniel Menezes e os atletas Wallace da Costa Ferreira dos Santos e Anderson Cordeiro Costa. O próprio Manaus também foi denunciado. Segundo a publicação, a maior parte das infrações foi enquadrada no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de ofensas à honra. Já o presidente responde ainda pelos artigos 258 e 258-B, relacionados à conduta contrária à ética e à disciplina desportiva, enquanto o clube foi denunciado no artigo 213, inciso I, por desordem em praça esportiva.
Como começou a confusão na semifinal do Amazonense?
A confusão teve origem aos 41 minutos do segundo tempo da partida entre Manaus e Parintins. No lance decisivo, o árbitro Leonardo Chaul Paixão marcou pênalti para a equipe visitante ao interpretar toque de mão de um defensor do Manaus. De acordo com o relato reproduzido pela reportagem original, as imagens indicam que a bola foi defendida diretamente pelo goleiro, sem infração anterior.
Como não havia VAR nesta fase da competição, a marcação foi mantida mesmo após questionamentos. A tecnologia, segundo a reportagem, é utilizada apenas nas finais. Com a cobrança convertida, o Parintins empatou o jogo e levou a decisão para os pênaltis, vencendo por 5 a 4 e avançando à final do returno.
Quem são os denunciados e quais artigos foram citados?
A denúncia formal do TJD-AM lista os seguintes envolvidos no processo:
- Marcos Vinícius de Souza Ozias, auxiliar técnico do Manaus FC, no artigo 243-F do CBJD;
- Luís Mitoso, presidente do Manaus FC, nos artigos 258 e 258-B do CBJD;
- Daniel Menezes, ex-diretor executivo da organização esportiva, no artigo 243-F do CBJD;
- Wallace da Costa Ferreira dos Santos, atleta do Manaus FC, no artigo 243-F do CBJD;
- Anderson Cordeiro Costa, atleta do Manaus FC, no artigo 243-F do CBJD;
- Manaus FC, no artigo 213, inciso I, do CBJD.
A procuradora indicada no processo é Dra. Caren Pâmela Andrade Andrade. O documento também informa que o auditor relator é Marcos Antônio Aquino Fernandes. A denúncia foi registrada em Manaus em 27 de março de 2026, conforme assinatura da secretária da 1ª Comissão Disciplinar do TJD-AM, Raquel Santiago Teles.
O que aconteceu após o apito final?
Depois do encerramento da partida, houve troca de empurrões e discussões envolvendo jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes. Esse cenário, de acordo com a reportagem, embasou as denúncias levadas ao tribunal desportivo. O episódio ocorreu na sequência da eliminação do Manaus na semifinal do segundo turno.
Após o jogo, Luís Mitoso criticou a arbitragem e cobrou um posicionamento da Federação Amazonense de Futebol. Segundo o texto original, o dirigente apontou o lance como um erro grave e atribuiu peso à ausência do VAR no desfecho da partida. O julgamento previsto para 6 de abril deverá analisar possíveis suspensões e multas, além da responsabilidade dos denunciados pelos atos registrados após o lance contestado.
