O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, um artigo no jornal alemão Der Tagesspiegel, em Berlim, às vésperas de um encontro com o chanceler Friedrich Merz. O texto defende o multilateralismo em meio à agenda de Lula na Alemanha, que inclui participação na Hannover Messe, feira industrial da qual o Brasil é o país convidado. De acordo com informações da Revista Fórum, a publicação ocorre no início de uma missão internacional do presidente pela Europa.
Segundo o relato original, a viagem passa por Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 17 e 21 de abril. O objetivo informado pelo governo brasileiro é consolidar parcerias estratégicas, atrair investimentos e reforçar a atuação do Brasil em temas como clima, democracia e combate às desigualdades.
O que Lula defendeu no artigo publicado na Alemanha?
No artigo, Lula afirma que o multilateralismo é o caminho necessário diante das crises globais e critica o avanço do unilateralismo nas relações internacionais. A defesa da cooperação entre países aparece como eixo central do texto, em sintonia com a agenda externa do governo brasileiro.
O presidente também associa essa estratégia a debates sobre a reforma de organismos internacionais, como a ONU e a OMS, e à ampliação do diálogo político e econômico entre países. A publicação foi feita no contexto da presença brasileira na feira industrial de Hanôver, onde Lula terá reuniões políticas e econômicas.
“Estou convencido de que o multilateralismo não tem alternativa”
Na íntegra reproduzida pela reportagem original, Lula sustenta que paz e prosperidade só podem ser construídas de forma coletiva. O texto também apresenta o Brasil como parceiro da Alemanha em temas econômicos, ambientais e tecnológicos.
Qual é o papel da Alemanha na agenda da viagem?
Na etapa alemã, Lula participará da abertura da Hannover Messe ao lado de Friedrich Merz e terá encontros com empresários e autoridades. A Alemanha é apresentada como uma das principais parceiras econômicas do Brasil na Europa, com presença em iniciativas de cooperação climática e investimentos industriais.
A reportagem informa que estão previstos acordos em áreas como:
- tecnologia
- energia
- defesa
- inovação
O governo brasileiro pretende usar o evento para apresentar o país como um polo industrial ligado a energia limpa, biocombustíveis e novas tecnologias. O texto publicado por Lula também destaca a participação brasileira na feira com 140 empresas em mais de 2.700 metros quadrados de exposição, além de outras 300 empresas em busca de oportunidades de negócios.
Que temas econômicos e ambientais aparecem no texto?
Entre os pontos ressaltados no artigo, Lula menciona a matriz energética brasileira, o uso de biocombustíveis e a cooperação ambiental com a Alemanha. A íntegra reproduzida pela matéria afirma que o presidente citou a redução do desmatamento na Amazônia e o apoio alemão ao Fundo Amazônia.
O texto também faz referência ao fundo “Florestas Tropicais para Sempre” e à apresentação do Brasil como uma economia associada à inovação industrial e à transição energética. Na enumeração das áreas de interesse na Hannover Messe, aparecem setores como inteligência artificial, robótica, segurança de dados, biotecnologia, mobilidade sustentável e mineração sustentável.
Como o acordo Mercosul-União Europeia entra nessa discussão?
Outro eixo do artigo é o acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo a versão traduzida reproduzida pela reportagem, Lula afirma que a entrada em vigor está prevista para 1º de maio e que o entendimento pode acelerar transformações econômicas entre os blocos.
No texto, o presidente argumenta que Brasil e Alemanha, como maiores economias de seus respectivos blocos, tiveram papel decisivo na assinatura do acordo em janeiro, após mais de 25 anos de negociações. A defesa é de que o entendimento amplie acesso a mercados, dê previsibilidade a regras e favoreça investimentos, exportações e cadeias produtivas.
A viagem à Europa, de acordo com a reportagem, é tratada pelo Itamaraty como parte de uma estratégia para ampliar o protagonismo internacional do Brasil. Além da agenda alemã, o presidente também tem compromissos com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e com autoridades portuguesas, em encontros voltados a temas como democracia, desinformação e transição energética.