Luiz Inácio Lula da Silva e Pedro Sánchez participaram neste fim de semana, em Barcelona, na Espanha, de uma reunião com cerca de 20 líderes internacionais para lançar as bases de uma articulação global contra o avanço da extrema direita. O encontro ocorreu durante dois dias, em meio a uma cúpula bilateral entre Brasil e Espanha e ao encerramento da Mobilização Progressista Global. De acordo com informações do DCM, o objetivo foi reunir lideranças de esquerda e centro-esquerda em torno de temas como multilateralismo, regulação de plataformas digitais, transição energética e oposição ao discurso extremista.
No discurso de encerramento, Lula defendeu um sistema internacional baseado em regras e afirmou que correntes progressistas precisam cumprir, no governo, o que prometem em campanhas eleitorais. O presidente brasileiro também associou o avanço da extrema direita à disseminação de desinformação e ao uso político do descontentamento social. Já Sánchez afirmou que o encontro buscava organizar uma resposta ao que chamou de “internacional do ódio”.
O que Lula disse durante o encontro em Barcelona?
Lula foi apontado pelo texto original como o principal nome do encerramento da Mobilização Progressista Global. Ao falar no evento, ele criticou o neoliberalismo e disse que esse modelo econômico produziu fome, desigualdade e insegurança. Também defendeu uma atuação política baseada em argumento e coerência programática.
“Ninguém ganha de mim na mentira. A minha arma é o argumento, a minha arma é a razão”.
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O presidente também alertou para a forma como, segundo ele, a extrema direita se aproveita do mal-estar social para difundir mentiras dirigidas a grupos específicos. No mesmo discurso, elogiou Sánchez pela postura atribuída pelo texto original ao governo espanhol em relação aos Estados Unidos e ao Irã.
“A extrema direita soube aproveitar o mal-estar da população criando mentiras. Contra as mulheres, contra os negros, contra as pessoas LGTBIQIA+”.
Quais temas foram debatidos pelos líderes reunidos na Espanha?
Segundo o relato da publicação, a reunião tratou de uma agenda ampla, com foco político, econômico e internacional. Entre os consensos mencionados estiveram a defesa do multilateralismo, a reforma de mecanismos de governança global, a rejeição ao genocídio em Gaza e à guerra no Irã, além da necessidade de preservar a legalidade internacional.
Na área econômica, o encontro destacou propostas e preocupações relacionadas a:
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imposto especial sobre os ultra-ricos;
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urgência da transição energética;
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criação de regras para gigantes da tecnologia;
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combate à propaganda extremista nas redes sociais;
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preocupação, no caso brasileiro, com a ofensiva de Trump contra o Pix.
Também houve manifestações sobre o impacto geopolítico das guerras e da crise climática sobre países do Sul Global. Em sua fala, Lula afirmou que essas nações pagam o custo de conflitos que não provocaram e de mudanças climáticas que não causaram, além de sofrerem com tarifas e dívidas.
Quem participou da articulação internacional citada na reportagem?
Além de Lula e Pedro Sánchez, o evento contou com a presença de presidentes e primeiros-ministros de países como México, Colômbia, Uruguai, África do Sul, Irlanda, Lituânia, Albânia, Cabo Verde e Barbados, conforme o texto original. Também participaram vice-presidentes da Alemanha, Reino Unido, Áustria, Gana e Botsuana.
A reportagem ainda menciona a presença de figuras ligadas à oposição a Donald Trump nos Estados Unidos, como o governador de Minnesota, Tim Walz. Bernie Sanders, Zohran Mamdani e Hillary Clinton enviaram vídeos, segundo a publicação. O texto também cita Claudia Sheinbaum e Cyril Ramaphosa entre os líderes que fizeram alertas sobre riscos de intervenção direta dos Estados Unidos e defenderam mudanças na governança internacional, incluindo a reforma da Organização das Nações Unidas.
Ao final, o encontro foi apresentado como uma tentativa de rearticular um bloco internacional de centro-esquerda e esquerda em um momento de avanço de forças ultraconservadoras em diferentes países. A iniciativa, segundo a reportagem, busca coordenar respostas políticas comuns diante de disputas geopolíticas, da radicalização digital e de pressões econômicas globais.