O Liverpool encerra uma temporada marcada por eliminações, alto investimento e desempenho abaixo das expectativas, o que abriu discussões sobre erros no mercado de transferências, montagem do elenco e decisões do técnico Arne Slot. De acordo com informações da Trivela, o clube gastou 424 milhões de libras e, ainda assim, chega ao fim de 2025/26 sem títulos, tendo como objetivo restante confirmar vaga direta na próxima edição da Champions League via Premier League.
Segundo o texto original, o time de Anfield ocupa a quinta posição no Campeonato Inglês a seis rodadas do fim, com quatro pontos de vantagem sobre o Chelsea e cinco sobre Brentford e Everton. O cenário contrasta com a expectativa criada após a temporada anterior, quando Slot havia sido campeão inglês praticamente sem reforços, logo depois da saída de Jürgen Klopp.
Por que o mercado do Liverpool virou alvo de críticas?
A análise aponta que o planejamento de contratações foi impreciso. Após a saída de Darwin Núñez e a morte de Diogo Jota, o clube investiu pesado em dois centroavantes, Alexander Isak e Hugo Ekitiké, para a mesma função, mas não repôs a lacuna deixada por Luis Díaz. Florian Wirtz, que teria chegado com a promessa de atuar centralizado, também precisou jogar aberto pela esquerda em determinados momentos.
Grande parte do investimento ficou concentrada no setor ofensivo. Na defesa, o único reforço citado foi Giovanni Leoni, que sofreu uma grave lesão no joelho logo no início. A tentativa por Marc Guéhi fracassou, e o Liverpool terminou a temporada dependendo principalmente de Virgil van Dijk e Ibrahima Konaté como opções confiáveis para a zaga.
A publicação destaca que a oscilação dessa dupla expôs a falta de profundidade do elenco. Konaté acumulou falhas na saída de bola e no jogo aéreo, enquanto Van Dijk também teve momentos abaixo do esperado. Sem reposição à altura, o time perdeu estabilidade em um setor que havia sido decisivo em campanhas anteriores.
Quais reforços tiveram mais dificuldade de adaptação?
Entre os nomes citados, Jeremie Frimpong é apontado como uma contratação de encaixe questionável. A ideia de usá-lo como substituto de Trent Alexander-Arnold gerou dúvidas, já que o perfil do jogador difere do lateral que atuava como articulador com a bola. Com problemas físicos de Conor Bradley, Slot recorreu a improvisações, inclusive com Dominik Szoboszlai e Curtis Jones na lateral direita.
Milos Kerkez, contratado para iniciar a transição após a saída anunciada de Andrew Robertson ao fim da temporada, também alternou bons e maus momentos. No ataque, Isak sofreu com a falta de pré-temporada, enquanto Wirtz teve dificuldades para manter regularidade diante da intensidade do futebol inglês. Ekitiké, de acordo com o texto, foi o recém-chegado que melhor se adaptou inicialmente, embora também tenha apresentado queda de rendimento mais recentemente.
O material da Trivela sustenta que a diretoria, liderada por Michael Edwards e Richard Hughes no processo de contratações, pareceu desconsiderar o tempo necessário para integrar várias peças novas a um elenco já consolidado. A convivência de Wirtz, Ekitiké, Isak e Mohamed Salah no mesmo desenho tático, por exemplo, é tratada como uma das dúvidas que o clube não solucionou ao longo do ano.
Como o trabalho de Arne Slot passou a ser questionado?
O texto afirma que o treinador holandês acumulou decisões contestadas durante a temporada. Entre elas, mudanças frequentes de formação, entrevistas consideradas infelizes e a adoção de uma linha de cinco em tentativa de conter o PSG, descrita como malsucedida. O impacto, segundo a análise, atingiu o rendimento coletivo e também o nível individual de jogadores importantes.
Além de Konaté, Mac Allister e Van Dijk, até Salah teria apresentado queda de desempenho. O texto original também afirma que o atacante antecipará o fim de seu contrato, tornando-se mais um ídolo a deixar o clube no meio do ano. Fora de campo, o ambiente ainda teria sido afetado pela perda de Diogo Jota, enquanto, dentro das quatro linhas, a equipe mostrou pouca consistência tática.
Entre os poucos pontos altos mencionados está a vitória por 4 a 0 sobre o Galatasaray, descrita como uma noite europeia marcante em Liverpool. No restante da campanha, porém, a avaliação é de que Slot não conseguiu repetir o nível de organização que havia mostrado na temporada anterior.
O que pode mudar no Liverpool para a próxima temporada?
A reportagem observa que a saída de Slot seria uma possibilidade plausível diante do desempenho recente, embora o Liverpool tenha histórico de continuidade com treinadores. O texto lembra que o clube teve apenas 21 técnicos em 133 anos de história. Ainda assim, segundo o Telegraph, citado pela Trivela, a tendência é de permanência do treinador para a próxima temporada.
A manutenção do técnico é tratada como discutível, especialmente com Xabi Alonso disponível no mercado. O ex-jogador do clube é citado como nome bem avaliado por sua passagem no Bayer Leverkusen e por sua identificação com o Liverpool. A análise também menciona manifestações da torcida, com apoio a Alonso em alguns jogos e vaias a Slot em momentos de crise.
No balanço final, o caso do Liverpool descrito pela Trivela indica uma combinação de investimento elevado, carências em setores-chave, dificuldades de adaptação e decisões técnicas sem o efeito esperado. Para 2026/27, a principal exigência apontada é revisar critérios de mercado e a condução interna do projeto esportivo, a fim de evitar a repetição de uma temporada considerada decepcionante.