O Arsenal chega em situação delicada para o jogo de volta das quartas de final da Champions League contra o Sporting após a ausência de Declan Rice no treino aberto de terça-feira, em London Colney. Segundo o técnico Mikel Arteta, o meio-campista ficou fora por gestão de carga, e não por um problema físico mais grave. A dúvida surgiu às vésperas da partida decisiva, depois de o jogador atuar durante os 90 minutos na derrota por 2 a 1 para o Bournemouth, pela Premier League. De acordo com informações da Trivela, o clube também teve outras ausências relevantes na atividade.
Na entrevista pré-jogo, Arteta afirmou que ainda aguardaria até a manhã de quarta-feira para avaliar alguns atletas antes de tomar decisões. Ao comentar a situação de Rice, o treinador evitou entrar em detalhes, mas disse que o jogador tem acumulado muitas partidas e fará o possível para estar à disposição. A declaração reforça a preocupação em torno do principal nome do meio-campo londrino neste momento da temporada.
Por que a situação de Declan Rice preocupa o Arsenal?
Rice é o jogador de linha com mais minutos pelo Arsenal na temporada, com 3.642, número inferior apenas ao de Martín Zubimendi, que soma 3.752. O inglês acumula 46 partidas em todas as competições, com cinco gols e 11 assistências. O cenário expõe o desgaste físico em uma fase decisiva do calendário, especialmente porque, segundo o texto original, Arteta manteve o atleta em campo em jogos nos quais ele poderia ter sido poupado.
A ausência no treino desta terça-feira foi tratada como inesperada. Embora não haja indicação de lesão moderada ou grave, o noticiário aponta que os efeitos de uma temporada longa e intensa começam a aparecer. Para o Arsenal, isso representa uma possível dor de cabeça justamente antes de um confronto eliminatório continental.
Quais outros jogadores ficaram fora do treino?
Além de Rice, outros nomes importantes não foram vistos pela imprensa na atividade aberta: Martin Odegaard, Bukayo Saka, Riccardo Calafiori e Jurrien Timber. No caso de Saka, Arteta deu uma atualização mais específica e afirmou que o atacante lida há algum tempo com um problema no tendão de Aquiles, mas sem retrocesso recente. Segundo o treinador, há evolução, e a expectativa é de que a questão seja resolvida em dias, não em semanas.
O conjunto de ausências amplia a incerteza sobre a escalação do Arsenal. Em um momento de definição na temporada, a condição física dos titulares passa a ter peso central, principalmente em um elenco que já vem sendo exigido em diferentes competições.
Como fica o meio-campo para enfrentar o Sporting?
O texto destaca que o Arsenal pode enfrentar dificuldades específicas no setor de meio-campo. Mikel Merino ainda estaria a algumas semanas de retornar de uma operação no pé, enquanto Rice, Odegaard e Zubimendi não aparecem em condição ideal. Ainda que pelo menos um deles possa começar jogando, o risco é de nova sobrecarga em atletas já bastante utilizados.
Entre os fatores apontados para a preocupação do clube estão:
- alta minutagem de Declan Rice na temporada;
- desgaste acumulado também por Martín Zubimendi;
- ausência de Rice no treino aberto antes do confronto;
- indefinição física de outros jogadores do setor;
- retorno ainda distante de Mikel Merino.
Como alternativa, o texto menciona a possibilidade de um trio formado por Eberechi Eze, Christian Norgaard e Myles Lewis-Skelly, embora o primeiro tenha acabado de voltar de um problema muscular na panturrilha. A composição é apresentada como uma saída possível caso Arteta priorize atletas em melhor condição física.
O que Arteta sinalizou antes da partida?
A principal sinalização do treinador foi de cautela. Sem cravar a presença de Rice ou detalhar completamente a situação dos ausentes, Arteta indicou que as decisões dependeriam da avaliação final pouco antes do jogo. Isso sugere que o Arsenal deverá chegar à partida ainda com dúvidas relevantes sobre a disponibilidade de peças centrais do elenco.
Assim, o clube inglês entra na reta decisiva da temporada sob pressão física e técnica. A preocupação não se limita ao caso de Declan Rice, mas se estende ao equilíbrio do meio-campo e à capacidade de repetir intensidade em um confronto que pode definir o rumo do Arsenal na Champions League.