A Leonardo Helicopters está incerta sobre o futuro do seu demonstrador de tecnologia não tripulado, o Proteus, após seu voo inaugural no início deste ano. De acordo com informações do FlightGlobal, a aeronave realizou dois voos curtos em janeiro, totalizando apenas 15 minutos no ar, encerrando a fase de demonstração do projeto apoiado pela Marinha Real do Reino Unido.
O que está em discussão para o Proteus?
Atualmente, o helicóptero está em manutenção planejada, e a empresa não tem pressa para colocá-lo no ar novamente. “No momento, não há voo programado para os próximos 12 meses”, afirmou Adam Wardrope, vice-presidente de desenvolvimento de mercado da Leonardo Helicopters UK, durante um evento em Yeovil, Reino Unido, em 19 de fevereiro. No entanto, Wardrope destacou que a empresa está em negociações avançadas com a Marinha Real sobre o próximo estágio de financiamento.
Quais são as expectativas para o futuro do Proteus?
O futuro do Proteus depende das ambições e do financiamento que a Marinha Real receberá. “A questão será – devemos retestar e revalidar a tecnologia desenvolvida ou pivotar para algo que possa se tornar um produto viável?”, questionou Wardrope. Enquanto isso, a Leonardo Helicopters continua a desenvolver o “cérebro” do Proteus, que inclui o software de controle de voo e a tecnologia autônoma.
- O Proteus pode carregar até 1t de carga útil.
- Endurance estimada de 8 horas com configuração básica de vigilância.
- Interesse internacional, especialmente de aliados da OTAN.
Quais são as perspectivas internacionais para o Proteus?
Apesar de ser um programa financiado pelo Reino Unido, a Leonardo Helicopters já observa interesse de parceiros internacionais, principalmente aliados da OTAN. “Não me surpreenderia se um parceiro internacional quisesse ver o Proteus voar”, afirmou Wardrope, indicando que isso poderia abrir caminho para novos voos de validação.
Fonte original: FlightGlobal



