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Lei de Espécies Ameaçadas é flexibilizada por comitê federal dos EUA no Golfo

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Also covers portion of Atlantic coast along Florida and Georgia. Shows incident site, area of "light oil sheen," Gulf Loop and Gulf Stream, and boundaries on remote-sensing imagery base. "Satellite im Foto: Jackson, Nicholas A.; Congressional Cartography Program (Library Of Congress) — Public domain

O comitê federal Endangered Species Committee, conhecido como God Squad, aprovou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, uma ampla isenção de segurança nacional que retira do programa de petróleo e gás de todo o Golfo do México a proteção prevista na Endangered Species Act, legislação dos Estados Unidos voltada à preservação de espécies ameaçadas. De acordo com informações da CleanTechnica, a decisão foi relatada com base em atualização do Courthouse News Service sobre a reunião realizada na manhã de terça-feira.

Embora a medida seja dos Estados Unidos, ela repercute em debates mais amplos sobre licenciamento ambiental, proteção da biodiversidade e exploração de petróleo em áreas sensíveis — temas que também têm peso no Brasil, inclusive em discussões sobre projetos energéticos e preservação de ecossistemas costeiros e marinhos.

O texto original explica que o chamado God Squad é um painel raro e pouco convocado de líderes de agências federais dos EUA, criado pelo Congresso em 1978. Sua função é decidir se determinados projetos ou ações podem receber isenção da lei de proteção a espécies ameaçadas mesmo quando houver risco de extinção para animais ou outros organismos protegidos.

O que é o God Squad e qual é seu poder?

O Endangered Species Committee foi criado para analisar casos em que uma ação proposta possa afetar gravemente uma espécie protegida. Segundo o artigo, o grupo pode conceder uma isenção à Endangered Species Act quando ficam atendidos critérios legais específicos. Entre eles, estão a inexistência de alternativas razoáveis e prudentes, a avaliação de que os benefícios da ação superam os de alternativas compatíveis com a conservação da espécie ou de seu habitat crítico, o interesse público e a relevância regional ou nacional da medida.

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O apelido God Squad decorre justamente desse poder excepcional: o comitê pode decidir, em última instância, o destino de uma espécie protegida pela legislação federal. O texto ressalta que se trata de um mecanismo pouco usado desde sua criação.

O que é a Endangered Species Act?

A Endangered Species Act foi sancionada em 1973 e estabeleceu proteções para peixes, animais silvestres e plantas classificados como ameaçados ou em perigo de extinção. A lei também estruturou procedimentos para inclusão e retirada de espécies dessas listas, além de prever planos de recuperação, cooperação entre agências e atuação conjunta com os estados.

De forma geral, a legislação determina que o governo federal dos Estados Unidos deve proteger, ao máximo de sua capacidade, as espécies ameaçadas ou em risco de extinção e os habitats dos quais elas dependem. O artigo também menciona que ecossistemas saudáveis dependem dessas espécies e que sua perda compromete cadeias ecológicas inteiras.

Como o comitê toma esse tipo de decisão?

Segundo o texto, especialistas produzem uma avaliação técnica e uma opinião biológica sobre a espécie afetada. Frequentemente, esses especialistas são ligados ao US Fish and Wildlife Service ou à National Oceanic and Atmospheric Administration. Depois, o processo pode envolver longa tramitação, com depoimentos técnicos e revisão judicial. Quando há autorização para o empreendimento, os danos previstos devem ser compensados com medidas de mitigação definidas no planejamento.

  • avaliação técnica da espécie afetada;
  • produção de opinião biológica;
  • análise de alternativas e do interesse público;
  • previsão de medidas para reduzir impactos.

Com que frequência o God Squad foi acionado?

O artigo afirma que o comitê se reuniu poucas vezes desde 1978. Um dos casos citados ocorreu em 1979, quando foi permitida uma solução para viabilizar a construção da represa e do reservatório de Grayrocks, em Wyoming, apesar do risco ao habitat de grous-americanos a jusante. Medidas de mitigação foram adotadas, mas a espécie continua classificada como ameaçada.

Outro episódio mencionado ocorreu em 1992, quando o Bureau of Land Management buscou ampliar vendas de madeira em Oregon, com impacto potencial sobre a coruja-pintada-do-norte. Na ocasião, o comitê autorizou isenções para 13 de 41 vendas propostas. Depois, segundo o texto, o governo Bill Clinton retirou essas isenções antes que as vendas fossem realizadas.

Por que a decisão atual provocou críticas?

O artigo afirma que o governo Donald Trump demonstrou interesse em afastar proteções ambientais para ampliar exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no Golfo do México, área estratégica para a indústria de energia dos EUA. Em uma formulação posterior, o pedido de isenção teria sido sustentado pelo argumento de segurança nacional.

A reportagem reproduz uma crítica de Sally Jewell, ex-secretária do Interior no governo Barack Obama, em declaração citada pela Bloomberg:

“É ridículo sugerir que uma isenção da Endangered Species Act seja necessária para a segurança nacional.”

Na atualização final reproduzida pelo artigo, o Courthouse News Service informou que o comitê se reuniu pela primeira vez desde a presidência de George H.W. Bush e aprovou por unanimidade a isenção. O texto traz a seguinte descrição:

“Na primeira reunião do Endangered Species Committee desde a presidência de George H.W. Bush, o chamado ‘God Squad’ votou por unanimidade, nesta terça-feira, para conceder uma ampla isenção de segurança nacional que protege todo o programa de petróleo e gás do Golfo do México da Endangered Species Act.”

Com isso, a decisão recoloca no centro do debate a tensão entre exploração econômica e proteção ambiental nos Estados Unidos, especialmente em uma área sensível para a biodiversidade marinha e costeira. Para o público brasileiro, o caso também ajuda a ilustrar como grandes produtores de petróleo enfrentam disputas entre expansão energética e salvaguardas ambientais — um tema recorrente em discussões regulatórias no país.

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