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Lançamento do Barômetro da Lusofonia no Senado Federal impulsiona integração

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O Barômetro da Lusofonia, uma pesquisa inédita do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), foi lançado no Brasil em 19 de março de 2026, em um evento realizado no auditório do Interlegis, no Senado Federal, em Brasília. De acordo com informações do Senado Federal, o estudo ouviu diretamente as populações de países lusófonos para coletar dados sobre o cotidiano, a democracia, os intercâmbios culturais e as expectativas de cooperação.

Na abertura do evento, Antonio Lavareda, diretor-geral da pesquisa, destacou a abrangência da comunidade de língua portuguesa, presente em quatro continentes.

Do Brasil a Portugal, de Angola a Moçambique, de Cabo Verde a Guiné Bissau, de São Tomé e Príncipe a Timor-Leste, espalhados pela Europa, América, África e Ásia. Somos povos que não possuem fronteiras físicas entre si, mas que partilham algo igualmente poderoso que é a língua.

Lavareda ainda citou o escritor angolano José Eduardo Agualusa e Caetano Veloso, ressaltando a importância da língua portuguesa como espaço de encontro, transformação e musicalidade.

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Qual a importância da promoção do conhecimento entre países lusófonos?

Claudio Providas, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), afirmou que a promoção do conhecimento mútuo entre os países lusófonos facilita as trocas comerciais e culturais e aumenta a cooperação para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável.

Neste momento complexo que hoje vivemos no mundo, iniciativas que congregam os países e promovem o multilateralismo por meio da compreensão e do entendimento mútuo são mais que bem-vindas, são necessárias.

Quais os pontos fortes do estudo sobre a lusofonia?

A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressaltou que o estudo evidencia as diferenças e similaridades entre os países de língua portuguesa e suas populações, pontuando que o levantamento pode contribuir para a consolidação democrática, a maturidade social e política, a situação da mulher, das minorias, o equilíbrio social e a busca por equidade social e econômica.

O embaixador Juliano Féres Nascimento, representante do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), observou que o Brasil é o país da comunidade com menor conhecimento sobre os demais. A CPLP reúne os países que têm o português como idioma oficial e completa 30 anos em 2026.

O Brasil olha muito pouco para esses outros países, e tem uma percepção muito difusa do que são esses parceiros tão importantes e de uma formação tão semelhante à nossa. O barômetro traz à luz esse sentimento de partilha, de reconhecimento mútuo que a gente tem que alimentar.

Qual o objetivo principal do Barômetro da Lusofonia?

O estudo busca fortalecer a integração entre os países de língua portuguesa, aprofundando a compreensão sobre percepções, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estratégico do português, falado por cerca de 300 milhões de pessoas. A primeira edição ouviu mais de cinco mil pessoas nos oito países que têm o português como língua oficial: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil, Timor-Leste e Portugal.

Lançado em janeiro de 2026, em Lisboa, o Barômetro da Lusofonia marca os 30 anos da CPLP. A Guiné Equatorial participará da segunda edição, em 2028.

Quais os resultados mais relevantes da pesquisa?

Um dos principais achados do Barômetro da Lusofonia é que os cidadãos de nações de língua portuguesa avaliam melhor a própria vida do que a realidade dos seus países. A pesquisa também indica que a maioria dos cidadãos dos países de língua portuguesa é otimista, acredita que seu país vai melhorar nos próximos 12 meses e avalia melhor a própria vida do que a situação nacional.

A maior parte dos entrevistados concorda com a importância de ensinar a história e os efeitos da escravatura nas escolas, declara ter recebido notícias falsas e se interessa por manifestações culturais de outros países de língua portuguesa. A maioria também entende que a integração econômica e cultural entre essas nações é muito importante.

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