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Justiça argentina mantém apreensão de bens de Cristina Kirchner

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A Justiça da Argentina decidiu manter a apreensão dos bens da ex-presidente Cristina Kirchner, no contexto de um processo onde foi condenada por corrupção, recebendo uma sentença de seis anos de prisão. Esta decisão foi reafirmada por um tribunal de recursos que rejeitou o recurso de sua defesa, conforme informações do Diário do Centro do Mundo, em 24 de abril de 2026.

O caso envolve o pagamento de aproximadamente US$ 500 milhões em indenizações que Kirchner e outros acusados devem enfrentar. Anteriormente, uma instância inferior já havia tomado decisão similar. Em junho de 2022, a Suprema Corte da Argentina também anunciou a condenação e proibiu Cristina Kirchner de assumir cargos públicos, associada a um esquema fraudulento em obras rodoviárias na Patagônia durante sua gestão.

Quais foram as consequências para Cristina Kirchner?

Atualmente, Cristina Kirchner cumpre sua sentença em regime domiciliar em Buenos Aires. Apesar da condenação, continua exercendo influência como líder do peronismo, à frente do Partido Justicialista. Conforme o reportado pelo La Nación, a ex-presidente transferiu inúmeros bens para seus filhos. Entre os ativos estão hotéis e apartamentos no sul do país.

O Ministério Público da Argentina inicialmente recomendou uma sentença de 12 anos de prisão para Kirchner, embora a pena final tenha sido de seis anos. O julgamento, iniciado em maio de 2019, investigou suspeitas de direcionamento e superfaturamento de obras públicas na província de Santa Cruz, vinculadas a Lázaro Báez.

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Como evoluiu o julgamento e quais acusações foram feitas?

Os promotores acusaram Cristina Kirchner e membros do seu governo de propiciar vantagens a empresas associadas a Báez, com muitas das obras objetos da investigação inacabadas. A suspeita é que parte do dinheiro desviado tenha retornado à família Kirchner. O código penal argentino impede condenados por tais crimes de assumir funções públicas.

Em uma declaração, o promotor Diego Luciani descreveu o caso como “provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país.” Além das questões legais, a ex-presidente foi alvo de uma tentativa de assassinato em 1º de setembro de 2022, quando Fernando André Sabag Montiel, um brasileiro de extrema direita, tentou disparar uma arma em Kirchner. A pistola falhou e Montiel recebeu uma condenação de dez anos de prisão em 2023.

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